Comportamento
Dia Mundial do Câncer: Esperança e tratamento precoce são aliados contra a doença
Especialista revela principais causas e tratamento; veja
Nesta sexta-feira (04) é o Dia Mundial de Combate ao Câncer, data criada no ano de 2000 pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), com objetivo de auxiliar a população com a prevenção, detecção precoce e o tratamento da doença. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima que 625 mil brasileiros são surpreendidos pela doença a cada ano.
Em entrevista ao JD1Notícias, o Diretor Clínico do Hospital do Câncer de Campo Grande (HCCG), o médico oncologista, Dr. João Paulo Vendas Villalba, explicou que por se tratar de uma doença oncológica, o câncer não tem um fator de risco exclusivo, é multifatorial e varia das condições do individuo.
Fatores de risco
Conforme o especialista, existem dois fatores, são eles o intrínseco que são da própria natureza, como condição hormonal, imunológico, genética e os extrínseco, externos, vem dos hábitos de vida, como sedentarismo, obesidade, consumo de bebida alcoólica e, principalmente, o tabagismo.
"O tabagismo está atrelado a muitos tipos de doenças oncológicas, como o câncer de pulmão, tumores de cabeça, esôfago, estomago, bexiga, o tabagismo é um fator de risco muito preponderante nesses casos, então não tem como definir fatores exatos, é uma doença multifatorial que pode variar dos fatores intrínseco e extrínseco" pontua.

Diretor Clínico do Hospital do Câncer de Campo Grande (HCCG), o médico oncologista, Dr. João Paulo
Idade
Em relação aos pacientes, o médico detalha que não há uma idade especifica a ser atingida, embora seja mais prevalente após os 50, 60 anos, mas ele pode aparecer em qualquer idade, até mesmo no início de vida.
"Existem canceres, exclusivamente na população pediátrica ou adulto jovem, mas ele pode incidir em qualquer idade, temos vistos um aumento de incidência do câncer de mama em pacientes mais jovens, essa prevalência pode chegar a 25% em pacientes abaixo de 40 anos, ou seja, ele não tem idade fixa, ele é prevalente acima dos 50, mas também ocorre nesses outros casos que citei" ressalta.
Na população pediátrica, um caso recente repercutiu na mídia, a filha dos jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin, a Lua, de 1 ano e 3 meses, foi diagnoticada com um tipo raro de câncer na retina, o retinoblastoma bilateral, esse é o menos frequente entre os tumores desse tipo.
Lua, filha do casal de pouco mais de 1 ano, tem retinoblastoma, um câncer raro que atinge crianças até 5 anosEle é hereditário, mas no caso de Lua é classificado pelos médicos como sendo não familiar. O oposto seria se um dos pais tivesse histórico do tumor na infância. Como Tiago e Daiana não havia esse histórico, a identificação precoce dos sinais do tumor foi decisiva no diagnóstico.
Por ser pouco conhecido, o jornalista usou o caso da filha para passar o conhecimento e ajudar a salvar crianças que pudessem ter o mesmo diagnóstico.
Prevenção
Sobre a prevenção, Dr. João Paulo destaca os hábitos saudáveis, que segundo ele, já é confirmado por estudos uma redução significativa na incidência de câncer em pessoas que fazem exercícios semanais e se alimentam adequadamente, além dos métodos preventivos que são através de exames.
"A colonoscopia, aos 50 anos, é indicada como rastreamento de câncer colo retal, pois esse é um câncer que pode ser prevenido. Já os exames para diagnóstico precoce, são indicados mamografia, preventivo de colo de útero e toque retal, isso acaba diminuindo a mortalidade e os pacientes tem uma chance de cura maior" finaliza.
Esperança
Alynne Simas, de 37 anos, descobriu o câncer, Linfoma de Hodgkin, em maio de 2017, iniciou o tratamento durante 6 meses e foi liberada. Mas, em abril de 2018 o câncer voltou e um novo tratamento teve de ser iniciado.
"Durante três meses, fiz um tratamento onde internava uma vez ao mês e ficava tomando quimioterapia, porém a medicação não fez efeito. Em 2019 fiquei o ano todo sem tratamento, esperando autorização do juiz, ele disse que ia pensar se liberaria o valor de 1 milhão, pois com esse valor ele salvaria mais vida e não apenas a minha" explica.

Alynne durante tratamento para transplante de medula
Após isso, através de um convênio médico, Alynne conseguiu a medicação e não fez efeito novamente. Em 2020 ela realizou um transplante de medula, mais 20 sessões de radioterapia, com isso, ficou alguns nódulos.
"Eu tinha 4 nódulos, agora em janeiro eu voltei para realizar exames e dos 4 lugares no corpo que haviam os nódulos, restou apenas 1 na região do mediastino. O médico disse que era muito pequeno e não seria necessário radiação e me deu uma alta de 6 meses" comemora.
Tratamento
O Hospital de Câncer de Campo Grande-MS Alfredo Abrão é o único hospital totalmente especializado do segmento no Mato Grosso do Sul, possui 99% dos seus pacientes oriundos do SUS.
Para encaminhamento, é necessário passar primeiro pelo atendimento na Unidade Básica de Saúde de seu município, no atendimento primário, a partir daí esse paciente será encaminhado para o hospital, seja com suspeita ou com o câncer já detectado.
Como a população pode ajudar o HCAA?
Qualquer pessoa pode nos ajudar doando o valor que puder (5,10, 15 reais ou mais) através do PIX DO BEM: Chave: 67- 99288-2117. Também é possível fidelizar sua doação através da conta de energia elétrica autorizando através do nosso telefone: 0800 6006313. Também através deste número é possível fazer sua doação de outras formas (depósito bancário ou mensageiros).