Economia
Lobão descarta racionamento de energia durante a Copa
O Ministério de Minas e Energia divulgou uma nota na qual
esclarece declarações dadas pelo ministro Edison Lobão ao jornal americano Wall
Street Journal. Os jornalisas entenderam que o ministro disse que, caso o
volume de chuvas não recomponha as reservas hídricas, o governo poderia pedir
aos consumidores uma redução voluntária do consumo de energia, a fim de evitar
riscos ao fornecimento durante a Copa do Mundo.
O ministro reiterou que considera muito baixo o risco de
escassez de energia, e que o risco de racionamento compulsório está descartado.
Na nota, o ministério afirma que o sistema elétrico brasileiro "dispõe de
equilíbrio estrutural capaz de garantir, sem restrições, o abastecimento do
país”, e que o governo montou um plano que garantirá o abastecimento de energia
elétrica nas cidades-sede da Copa de 2014 – o que inclui, segundo ele, “dupla
alimentação proveniente de subestações diferentes, reforço da transmissão e
geração”.
Ainda segundo a nota, o ministro disse que,
“independentemente do quadro atual, não se recusaria a recomendar à população
que siga o seu exemplo pessoal de evitar o desperdício de energia, mas sem
referir-se especificamente a qualquer evento”.
A entrevista de Lobão foi comentada pelo presidente da
Eletrobras, José da Costa, hoje durante coletiva de imprensa. “Ao que parece, o
ministro apenas reiterou o que sempre colocou, inclusive durante o discurso que
fez em minha posse [na Eletrobras]. Ele defende a constante busca da
racionalização e da eficiência da energia. E, de fato, penso que temos de
intensificar o programa de racionalização, que é feito, e que tem de funcionar
permanentemente, porque energia não é gerada para ser desperdiçada”, disse
Costa.