Campo Grande é a terceira capital com maior queda no valor da cesta básica em setembro. Apesar da queda registrada, Campo Grande é a nona capital com a cesta básica mais cara, custando R$432,27. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que analisa o conjunto dos itens alimentícios considerados essenciais na mesa dos brasileiros. 

Campo Grande com registrou uma queda de -1,95% no preço da cesta básica, atrás apenas de Macapá com -5,18% e Goiânia com -4,31%.  Já os maiores reajustes ocorreram em Brasília com 2,37%, seguido de Salvador com 1,46% e Fortaleza com 1,42%. De acordo com a pesquisa a cesta básica ficou mais barata em 14 capitais e subiu de preço em 13 2cidades.

Entre os 13 produtos pesquisados, os que mais subiram de preço foram o café, mais caro em 24 cidades; a manteiga; o arroz; e a carne bovina de primeira. Já entre os itens com as quedas mais expressivas estão a batata e o feijão.

Salário mínimo

De acordo com o Dieese, o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família, em setembro, deveria ser de R$ 4.013,08, o que é 4,56 vezes o mínimo atual, que é R$ 880. Em agosto, o mínimo necessário era de R$ 3.991,40.

O tempo médio trabalhado necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi, em agosto, de 103 horas e 31 minutos. Em Campo Grande o tempo médio trabalhado ultrapassou a média nacional chegando a 108 horas e 4 minutos.