Em outubro, o custo da cesta básica está maior em 13 das 27 capitais brasileiras, é o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Campo Grande é a nona capital a cesta básica mais cara, no valor de R$436,51, um aumento mensal de 0,98%.

De acordo com a pesquisa do, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre custando R$ 478,07, seguida de Florianópolis no valor de R$ 475,32 e São Paulo com cesta básica de R$ 469,55. Entre as capitais que tiveram aumento mensal mais expressivo estão Florianópolis com aumento mensal de 5,85%, Vitória com alta de 3,19% e Porto Velho com aumento de 2,18%.

Já as cidades com o menor custo observado são Natal, com cesta básica no valor de R$ 366,90 e Recife com cesta básica de R$ 373,66. Entre as capitais com quedas mensais mais expressivas estão Brasília com queda de -5,44%, Teresina que registrou queda de -1,77% e Palmas com queda de -1,76%. 

Entre janeiro e outubro deste ano, todas as cidades acumularam alta, sendo as mais relevantes em Maceió com 24,25%, Aracaju com 23,69% e Rio Branco com 21,99%. Os menores aumentos ocorreram em Brasília com 9,58%, Curitiba com 10,52% e Macapá com 10,99%. Campo Grande foi a 8° capital com menor aumento, no valor de 12,37%. 

Entre os tipos de alimento, houve alta no preço da carne bovina de primeira, da manteiga, do açúcar, do tomate e do café em pó. O feijão e o leite tiveram o valor reduzido na maior parte das cidades.

Segundo o estudo, o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas em outubro deveria ser R$ 4.016,27, ou 4,56 vezes o mínimo vigente de R$ 880. Em setembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 4.013,08.