Economia
Inflação em Campo Grande encerra o ano em 6,82%
Acumulado é menor que em 2015, mas fica ligeiramente acima do teto estimado pelo governo, informa Nepes da Uniderp
A inflação de 2016 em Campo Grande ficou acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) atingindo 6,82%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. A taxa ficou abaixo apenas da inflação de 2015, que foi de 11,41%.
Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) fechou em 0,39%, quase o dobro do mês anterior (novembro), que registrou taxa de 0,20%. Apesar da forte alta, o indicador é o menor da série histórica para o mês desde 2009, quando houve inflação de 0,15%.
De acordo com o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza, a alta na inflação em dezembro já era esperada, pois é um período de alto consumo em todos os grupos que compõem a inflação de Campo Grande, devido às festas de final de ano, e também ao aumento dos combustíveis autorizados. “O que segurou a inflação foi a volta da bandeira tarifária de energia elétrica para a classificação verde. Não há incidência de nenhuma taxa especial sobre o consumo do serviço,” explica.
Os principais grupos que motivaram o índice de inflação de dezembro são Vestuário, com inflação de 2,07% e contribuição para a inflação de 0,18%, Habitação, com aumento de 0,21% e participação de 0,07%), e Despesas Pessoais, com ata de 0,66% e colaboração de 0,06%).
Acumulado
Com taxa de 6,82% nos últimos 12 meses, os maiores índices acumulados no período por grupo foram: Educação (10,17%), Despesas Pessoais (8,89%), Alimentação (7,69%) e Saúde (7,10%). Os grupos Habitação e Transportes, com índices de 5,39% e 4,47%, respectivamente, ficaram abaixo do acumulado.
“A tendência é que, excluído janeiro, que terá uma alta inflação devido aos aumentos das mensalidades escolares, IPTU e alta das passagens de ônibus urbano, nos próximos meses de 2017, a inflação na cidade deverá ser baixa, acompanhando uma tendência do último ano”, acredita o pesquisador Celso.
Segmentos
Em dezembro, o grupo Habitação teve alta de 0,21%, em relação ao mês anterior, motivada principalmente pelo aumento do preço do álcool para limpeza (8,72%), lustra móveis (8,02%), fogão (7,44%), entre outros com menores aumentos. Quedas de valores ocorreram com forno micro-ondas (-8,63%), inseticida (-5,52%), energia elétrica (-2,91%), entre outros.
O grupo Alimentação fechou com alta de 0,12%. As maiores elevações de preços ocorreram com repolho (37,91%), cenoura (30,12%), alho (29,86%), entre outros. Já o limão (-25,99%), goiaba (-16,01%) e maracujá (-14,90%) registraram as maiores quedas.
O índice do grupo Transportes ficou em 0,26%. Óleo diesel (2,52%), passagem de ônibus interestadual (1,90%) e automóvel novo (0,42%) foram os principais aumentos. Já, queda de preço ocorreu com pneu novo (-3,24%).
O grupo Educação apresentou alta de 0,21%, por conta do aumentos de preços em produtos de papelaria de 2,03%.
Grande elevação foi constatada com o grupo Despesas Pessoais, que fechou o mês em 0,66%. Papel higiênico (8,18%), hidratante (2,99%), produto para limpeza de pele (2,97%) foram os itens com as maiores altas. Quedas ocorreram com sabonete (-1,58%) e fio dental (-0,53%).
Já com o grupo Saúde, houve uma pequena queda -0,01%, devido às reduções de preços de vitamina e fortificante (-0,23%) e anti-infeccioso e antibiótico (-0,03%).
Último grupo pesquisado, Vestuário registrou elevação de 2,07%. Entre os principais aumentos estão: tênis (13,96%), sapato masculino (11,86%) e blusa (10,46%). Quedas de preços ocorreram com sandália/chinelo feminino (-10,81%), short e bermuda masculina (-6,25%), bermuda e short feminino (-5,77%), entre outros.