Economia
Pesquisa aponta que empresários vão “vender barato” para superar pandemia
Associação Comercial ouviu 200 empresários de Campo Grande que tiveram prejuízos
Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) aponta que quase 70% dos empresários tiveram seus comércios afetados pela semi paralização da economia em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
O levantamento feito entre os dias 10 e 20 de agosto, quando ouviu 200 empresários, ainda mostra que 82% deles preveem mudanças na forma de atuar e realizar negócios. Quando perguntado sobre a perspectiva de futuro, 51,2% enxergam uma estagnação do seu negócio pelos próximos 12 meses, enquanto 31,7% acreditam em crescimento, 14,6% acham que vão retroceder, e 2,4% admitem pensar no fechamento da empresa. Sobre o cenário econômico, 51% acreditam que o mercado deve levar até 1 ano para retomar à normalidade; para 45% dos pesquisados, a retomada plena da economia deve ocorrer entre 1 e 5 anos, e para 3%, a perspectiva de normalidade vai ocorrer somente em 2026.
A pesquisa também perguntou como o empresário planeja agir para se manter ativo no mercado nos próximos meses, podendo, nesse caso, escolher várias respostas: 57,14% pretendem cortar despesas e investir em novas formas de vendas; 41,87% vão reduzir preços de produtos; 35,47% pretendem buscar linhas de crédito; 15,27% apostarão em novos investimentos, e 14,29% acreditam que a saída é mudar de ramo.
“O resultado da pesquisa reforça que os empresários da Capital não estão parados, e que mais uma vez estão indo à luta para se reinventar e não fecharem as portas. Desde o começo da pandemia a Associação Comercial tem apoiado o comércio atuando fortemente para que o setor responsável por fazer a economia de Campo Grande girar não morra. Além de atuar junto ao poder público nas decisões que impactam o funcionamento do comércio, a entidade disponibiliza vídeos com palestras, informações e exemplos que podem ajudar o empresário a ver o atual cenário com mais clareza e agir”, contribuiu o presidente da ACICG, Renato Paniago.