O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a lei que institui o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, mas vetou importante trecho que pretendia acabar com a fila de espera, com a inclusão automática de famílias elegíveis para receber o benefício. 

O trecho vetado dizia que: "As despesas do Programa Auxílio Brasil correrão à conta das dotações alocadas ao Programa, que deverão ser suficientes para atender a todas as famílias elegíveis aos benefícios de que tratam os incisos I, II, III e IV do caput do art. 4º desta Lei". 

Para o governo federal, isso contrariaria o interesse público e aumentaria as despesas com programas sociais. 

O artigo que estipulava metas para redução de taxas de pobreza no Brasil para os próximos três anos também foi vetado. A justificativa também foi o aumento de despesas. A  sanção, bem como os vetos, foram publicados na edição de hoje (30) do Diário Oficial da União (DOU). 

Famílias com renda per capta de até R$ 105, consideradas em situação de extrema pobreza; e famílias com renda per capta de até R$ 210, consideradas em situação de pobreza estão aptas a receber o auxílio e devem estar, obrigatoriamente, inscritas no CadÚnico.