Alguns bairros de Campo Grande ganharam uma valorização nos últimos meses, como o Santa Fé e o Jardim dos Estados, se transformando nos mais caros por metro quadrado.

Eles estão na lista, que ainda conta com Carandá Bosque, Mata do Jacinto e Tiradentes. O mais caro da lista é o Santa Fé, que o valor do metro quadrado está custando R$ 11.069. Veja a lista:

  • Santa Fé – R$ 11.069/m²
  • Jardim dos Estados – R$ 10.469/m²
  • Carandá Bosque – R$ 9.291/m²
  • Mata do Jacinto – R$ 7.562/m²
  • Tiradentes – R$ 6.952/m²

O crescimento é puxado por novos empreendimentos, sobretudo nas regiões leste e norte da cidade. Bairros como Chácara dos Poderes, Nova Lima e Maria Aparecida Pedrossian têm atraído tanto imóveis de alto padrão quanto projetos voltados à classe média.

Conforme a Secovi-MS (Sindicato de Habitação), a construção civil impacta diretamente a economia. A estimativa é de que, para cada vaga direta, de 3 a 5 empregos indiretos sejam gerados em áreas como comércio, decoração, transporte e alimentação.

A cidade também se expande em direção às Moreninhas, Parque dos Poderes e arredores das saídas para Três Lagoas e Sidrolândia, com a presença de condomínios e loteamentos planejados.

Além dos tradicionais bairros valorizados,  outras regiões vêm apresentando forte crescimento, como Vila Cruzeiro, Rita Vieira, Tiradentes e São Francisco. Essas áreas reúnem infraestrutura completa, proximidade com o centro e ampla oferta de serviços, o que torna a procura crescente.

"Campo Grande está em um ciclo virtuoso. O PIB de Mato Grosso do Sul vem crescendo acima da média nacional, o que atrai novos moradores, investimentos e impulsiona o setor. No entanto, ainda enfrentamos desafios, como a lentidão na aprovação de projetos e o custo elevado do financiamento habitacional", pontua o presidente do Secovi-MS, Geraldo Paiva.