Economia
CNC critica avanço da redução da jornada para 40 horas no Senado
Entidade pede cautela e alerta para impactos nos custos das empresas, empregos e preços ao consumidor
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) criticou o avanço da proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso remunerado. A entidade pede mais cautela na discussão e alerta para possíveis impactos nos custos das empresas, empregos e preços ao consumidor.
A manifestação ocorre após a CCJ do Senado aprovar, nesta quarta-feira (2), o parecer sobre a PEC 221/2019. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 36 emendas apresentadas e manteve o texto aprovado pela Câmara. Agora, a proposta segue para o plenário do Senado.
Para a CNC, a discussão sobre qualidade de vida dos trabalhadores é válida, mas uma mudança nas regras trabalhistas precisa levar em conta os efeitos econômicos e ser feita com maior diálogo, principalmente às vésperas das eleições.
“Mudanças constitucionais nas relações de trabalho exigem análise técnica, diálogo e previsibilidade”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
A principal preocupação envolve comércio, serviços e turismo, setores que empregam grande número de trabalhadores e funcionam também aos fins de semana e feriados. A CNC avalia que a mudança pode aumentar custos operacionais e afetar produtividade, competitividade e geração de empregos.
A entidade também defende a negociação coletiva para adequar as jornadas às diferentes atividades e realidades econômicas.