A atividade industrial de Mato Grosso do Sul abriu 10.125 vagas formais entre janeiro e julho de 2026, alcançando o segundo maior saldo da série histórica do Novo Caged para o período. É também o segundo ano consecutivo em que o setor ultrapassa a marca de 10 mil novos postos de trabalho no acumulado até julho.

Os dados do Observatório da Indústria do Sistema Fiems mostram ainda que o setor mantém a liderança na geração de empregos formais em Mato Grosso do Sul. Sozinha, a atividade industrial foi responsável por 53% de todo o saldo de empregos formais registrado no Estado nos sete primeiros meses do ano.

O desempenho acompanha o avanço de investimentos bilionários em obras de construção, instalação e ampliação de fábricas, que vêm movimentando diferentes regiões e aumentando a demanda por trabalhadores. O levantamento considera os segmentos de indústria de transformação, construção, serviços industriais de utilidade pública e indústria extrativa mineral.

Entre as atividades que mais contrataram no período estão montagem industrial, com saldo de 2.015 vagas; construção de edifícios, com 1.487; e construção de rodovias e ferrovias, que abriu 1.219 postos. Também aparecem instalação e manutenção elétrica, com 787 vagas, e fabricação de álcool, com 1.108.

No segmento de transformação, também se destacaram o abate de suínos (+533), abate de aves (+273), fabricação de açúcar (+185) e abate de bovinos (+176).

Entre os municípios, Inocência lidera com 4.691 novas vagas, seguida por Campo Grande, com 1.659, e Três Lagoas, com 998. Dourados (+544), Rio Brilhante (+474), Aparecida do Taboado (+313), Corumbá (+196), Itaquiraí (+184), Mundo Novo (+169) e Fátima do Sul (+166) completam a lista das cidades com os maiores saldos no período.