Depois de muita negociação, os professores não conseguiram ter as reivindicações atendidas, mas aceitaram o acordo de reajuste salarial com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), publicado nesta terça (31) no DioGrande (Diário Oficial de Campo Grande) em forma da Lei nº 5.702, de 30 de maio de 2016.

O reajuste é de 3,31% retroativo a 1º de maio deste ano e envolve os vencimentos dos ocupantes de cargos efetivos de profissionais da educação, do Quadro de Pessoal do Poder Executivo e os proventos de aposentadoria e as pensões pagas pelo Tesouro Municipal. De acordo com a publicação, o índice aplicado à revisão de remuneração corresponde apenas a inflação compreendida entre 1º de janeiro a 30 de abril de 2016.

O presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Souza Nobre já havia nos garantido que: “Não estamos satisfeitos porque queríamos a integralização ainda este ano, mas agora esta na lei e assegura para o ano que vem nossa reivindicação. Não era o que esperávamos, perdemos um pouco, mas ganhamos também”.

Paralisação

A paralisação terminou no dia 12 de maio, sob a assinatura de um Termo de Acordo Administrativo firmando entre a ACP e o prefeito Alcides Bernal, onde a prefeitura se comprometeu (e acaba de cumprir) em aplicar 3,31% de reajuste às “vantagens financeiras fixadas em valor monetário, a partir de 1º de maio de 2016, perfazendo assim o vencimento do nível 1, classe A, 20 horas, descrito no artigo 7º da Lei 5.189, no percentual de 82,11% do valor do piso nacional dos professores, estabelecido na Lei Federal 11.738/2008”.