Em assembleia na noite de ontem (6), os bancários em greve aprovaram a última proposta da Fenaban, feita na 11ª rodada de negociações, e encerraram a greve em Campo Grande e região. A decisão seguiu as orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT. A paralisação durou 31 dias e foi a mais longa dos últimos 12 anos. 

A proposta aceita é de um acordo com validade de dois anos, no qual, em 2016 a categoria vai receber reajuste de 8% e abono de R$3.500; o vale-refeição e o auxílio creche-babá serão reajustados em 10% e o vale-alimentação em 15%; em 2017, haverá a correção integral da inflação acumulada, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

“Estamos diante de uma conjuntura política e econômica no país complicada e que tenta prejudicar os direitos dos trabalhadores. Depois de 10 rodadas de negociações exaustivas com os bancos, conseguimos melhorar a proposta, além de abonar os dias de greve. E isso foi possível pela força da greve e a mobilização e disposição de luta de todos os bancários”, comentou o presidente do sindicato e integrante do Comando Nacional dos Bancários, Edvaldo Barros.

Os bancários da Caixa e do Banco do Brasil também aprovaram as propostas específicas. Para o BB, a proposta aprovada contempla ascensão profissional, manutenção do programa de PLR atual, a proteção dos funcionários no caso de reestruturação, ampliação de ausências legais, o compromisso de ampliação da inclusão das mulheres nas funções gerenciais, entre outras . 

No caso da Caixa, o acordo contempla PRL Social e análise caso a caso para revogação da RH184, além de assegurar o pagamento da regra básica da PLR da Fenaban e do adicional de PLR. Além disso, foram renovadas as cláusulas da convenção do ano anterior (clique aqui e saiba mais sobre a proposta específica da Caixa).

Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, os bancários saem vitoriosos de uma das campanhas mais difíceis dos últimos anos. "Conseguimos vitórias importantes. A maior greve da história. Um número expressivo de bancários e bancárias mostrou a força da nossa unidade e da mobilização nacional. Um acordo inédito de dois anos."

Fim da greve

Depois de 31 dias de greve, na manhã de hoje (7), antes do horário de funcionamento dos baços, as agências bancárias em Campo Grande já estavam lotadas. As filas para o atendimento começaram a serem formadas antes das 9 horas.