O cruzamento das avenidas Via Park e Mato Grosso é um dos mais complicados da capital. Em vários horários, é possível ficar entre 20 minutos e meia hora para se percorrer um trecho de pouco mais de mil metros, situado entre o centro de convenções Albano Franco e a intersecção. A dificuldade também vale para quem vem pela avenida Mato Grosso em direção ao parque. Mais uma das paralelas, a rua Antonio Maria Coelho, também registra seguidos engarrafamentos nos mesmos horários.

A solução que minimizaria em muito o problema, acredite se quiser, está pronta há um bom tempo. Com ela, retirar-se-ia a rotatória ali existente, árvores e mudas seriam replantadas nos canteiros próximos e semáforos inteligentes seriam colocados no cruzamento, dando vazão ao trânsito, assim como acontece nos grandes centros, onde são corriqueiras esquinas como essa e com trânsito dezenas de vezes maior terem fluidez melhor que a de Campo Grande.

Por que essa empreitada não estaria sendo executada? Normalmente poderia ser por falta de projeto, não o é, ele esta pronto.

Por falta de dinheiro também não, está na conta. E há muito tempo.

Por que não foi licitada, ou houve questionamentos? Outra questão que não é obstáculo, a licitação foi feita sem contestações, e existe uma empresa vencedora e contratada.

Acredite se quiser, o reordenamento de todo o trânsito daquela região, uma solução rápida, e que pode ser executada em até 45 dias, não acontece porque a prefeitura de  Alcides Bernal não consegue dar a ordem de serviço, para a empreiteira que se habilitou para executar o serviço. Uma simples comunicação, determinando que se cumpra o contrato, poderia resolver o problema de milhares de campo-grandenses que circulam com dificuldade e lentidão naquela região.

A demonstração cabal de incompetência, ou de desleixo para com a coisa pública, prejudica e causa embaraços a todos que por ali trafegam.

Em resumo, convênio feito, sem problemas de dinheiro, pois o Detran arcaria com os custos, licitação feita, e o município não é capaz de realizar a única coisa que ainda lhe cabe,  os serviços, que poderiam propiciar inclusive ao atual prefeito a rara oportunidade de inaugurar algo com a sua marca numa região de grande visibilidade.

Que palavra poderia servir de adjetivo a uma "postura" tão relapsa? Fica a pergunta.