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"Ele queria fazer uma compra grande para mim", diz mãe de rapaz que sofreu lesões após estupro
Adolescente tinha gratidão por um dos autores, pois este tinha conseguido o emprego para ele
Bastante abalada a mãe do adolescente que foi estuprado com uma mangueira pelos patrão e por um colega de trabalhona última sexta-feira (3) prestou depoimento na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) nesta tarde (6). Ela contou aos prantos, que o filho só queria trabalhar para ajudar em casa.
"A saúde dele está oscilando muito, meu filho é um menino muito bom, trabalhador e ele tinha ido se alistar no Exército, e já tinha tido uma brincadeira sem graça do Willian e deram uma massinha para ele comer, eram constantes as brincadeiras sem graça. Eu orientava ele, mas o meu filho tinha gratidão pelo Willian porque ele quem tinha arrumado emprego para ele, os planos eram fazer uma compra grande, para você não precisar comprar mais nada picado", ele me disse assim.
A defesa está trabalhando para que o caso seja tratado como tentativa de homicidio e não apenas lesão corporal dolosa como foi feito o boletim de ocorrência inicial. "Quando aconteceu, eu estava sozinha e falaram só que tinha acontecido algo. Meu filho abriu os olhos, escorreu uma lágrima, eu só tento passar segurança para ele", conta a mãe.
Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Henrique Larrea, suspeitos de terem estuprado e causado lesões gravíssimas com uma mangueira de compressor de ar em um adolescente de 17 anos, terão a prisão pedida pela advogada Katarina Viana que está acompanhando a família.
Ela nunca tinha tido contato com o Thiago, apenas com o Willian que é vizinho da família. "Ele tomava café na minha casa e fez isso com meu filho? Mas nem a esposa dele confia nele, meu filho foi confiar por gratidão", contou a mãe em meio as lágrimas.
"Achei que tinham derrubado ele, fizeram de propósito, só quero justiça, porque agora, só penso na saúde do meu filho", contou. A situação clínica do rapaz continua oscilando bastante. O adolescente segue internato em tratamento intensivo e está com drenos e sondas.
A foto do adolescente foi divulgada pela própria família. O JD1 Notícias explica que o direcionamento de não colocar nomes de agressores em casos envolvendo crianças e adolescentes é uma prática que condiz com a ética profissional, já que o intuito é sempre preservar o nome da vítima. Entende-se que o crime praticado não seja apenas de “lesão corporal dolosa” como foi lavrado no boletim de ocorrência inicial, e sim de estupro, uma vez que o adolescente teve uma mangueira introduzida no anus, em uma clara ação que envolve prática de submissão contra o adolescente.