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Familiares de adolescente estuprado prometem manifestação em frente a DPCA
Apesar de jovem correr risco de morte, delegado não vê motivos para prisão
Familiares e amigos do adolescente de 17 anos que sofreu graves lesões após ter uma mangueira de ar introduzida no ânus prometem fazer uma passeata em protesto ao que eles chamam de impunidade, já que os dois responsáveis pelo Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Henrique Larrea por enquanto serão indiciados apenas por lesão corporal de natureza grave e não terão o pedido de prisão solicitado pelo delegado responsável pelo caso, Paulo Sergio Laureto, da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A manifestação está marcada para as 15h da próxima sexta-feira (10) em frente ao prédio da DPCA e segundo a família, o objetivo é clamar por Justiça. O crime que chocou Campo Grande aconteceu em um lava jato na Capital. O rapaz estava trabalhando em seu primeiro emprego, quando Thiago e Willian fizeram segundo eles, uma “brincadeira” e introduziram a mangueira de ar no ânus do rapaz. Com o impacto do ar o intestino do rapaz foi “inflado” e uma cirurgia de emergência retirou pelo menos 20 centímetros do órgão.
Ele continua internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande e seu estado é considerado gravíssimo, devido às oscilações do quadro clínico. A mãe do jovem já prestou depoimento na delegacia e os dois envolvidos ainda não foram ouvidos pela polícia.
Delegado não vê motivos para prisão
Na tarde desta segunda-feira (6) Lauretto ao ser indagado sobre um possível pedido de prisão temporária explicou que para que o pedido seja feito existem alguns requisitos. Tentar atrapalhar as investigações, se aproximar da família de uma forma a coagir as testemunhas ou mesmo colocar em risco a vida de outras pessoas. Nada disso tem acontecido, por isso por enquanto não há previsão de pedido de prisão.
O delegado também destacou que o caso está sendo tratado como lesão corporal de natureza grave, podendo evoluir para gravíssima. Mesmo com o pedido da defesa para fazer com que o caso seja tratado como tentativa de homicídio o delegado explica que polícia ainda não encontrou indícios que possam dizer que o dono do lava-jato e o funcionário queriam causar a morte do adolescente.
Lauretto disse que ainda há muitos pontos a serem esclarecidos, um deles são as versões apresentadas por familiares sobre como a ação ocorreu. A mãe e irmão da vítima contam que o adolescente teve o short tirado para então ter a mangueira introduzida no ânus, já os suspeitos dizem que a mangueira de ar foi acionada por cima do short do garoto.