O Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação para apurar o lançamento de “candidaturas fictícias de mulheres” nas eleições municipais de 2016 em Campo Grande. De acordo com a legislação eleitoral cada partido ou coligação deve ter pelo menos 30% de candidatas de mulheres.

O Partido Social Cristão (PSC), o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) são alvos da investigação do procedimento preparatório eleitoral publicado no Diário Oficial do MPE, desta segunda-feira (3). 

Dentre os 595.1711 candidatos registrados em Campo Grande, o MPE analisa a candidatura das mulheres receberam menos de 50 votos. Treze candidatas registradas na 44ª Zona Eleitoral são investigadas por receberem entre dois e 44 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As supostas candidatas Suellen Alves de Oliveira (PSC), Mariana Zorzo Silva Lugo Magdalena (PSC), Albany Nogueira da Cunha Penna (PSC), Tatiana de Matos Souza (PSC), Simone Pires de Campos Souza (PSC), Léa Rosalina dos Santos Muniz (PSC), Adnilda Batista Jassin Vieira (PSC), Alice Nogueira Penna Cappellari (PSC), Jane Fernandes Souza (PROS), Gislaayne Aparecida Dias (PROS), Neucimara Silva de Almeida (PROS), Nathália Avalos da Silva (PSOL) e Edna Patricia Fernandes (PSOL) foram notificadas e têm o prazo de dez dias úteis para apresentarem um relatório detalhados das atividades da campanha.

O MPE também requisitou à 35ª Zona Eleitoral cópias dos processos de prestação de contas para apurar a inexistência ou a insignificância de gastos das candidaturas investigadas.

Os presidentes dos partidos investigados também foram notificados e têm o prazo de dez dias úteis para prestarem esclarecimentos quanto às supostas candidaturas fictícias de mulheres.

De acordo com a recomendação eleitoral candidaturas fictícias são caracterizadas quando a candidata não disputa efetivamente a eleição, não faz campanha e não busca os votos dos eleitores.