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Após quatro meses de queda, Campo Grande registra primeiro aumento no valor da cesta básica
Campo Grande teve a nona cesta básica mais cara entre as capitais
Em março, Campo Grande registrou o primeiro aumento de preço da cesta básica depois de quatro meses de queda. A capital de Mato Grosso do Sul faz parte das 20 capitais brasileiras que registraram aumento no custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
A capital morena registrou um aumento de 1,70% no valor da cesta básica. As maiores altas foram registradas em algumas capitais do Nordeste, Teresina registrou 3,90% de alta, Natal teve aumento de 3,54% no custo, Recife registrou alta de 3,53%, em São Luís o aumento foi de 2,77% e João Pessoa teve aumento de 2,59%.
A cesta mais cara foi a de Porto Alegre calculada em R$ 437,22, seguida de São Paulo no valor R$ 435,34 e Florianópolis custando R$ 433,70. Campo Grande foi a nona cesta básica mais cara entre as capitais, no valor de R$391,95.
Salário mínimo
Com base na cesta mais cara, que, em março, foi a de Porto Alegre, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em fevereiro de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o mínimo. Em março de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.736,26, ou 4,25 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.
Segundo determinação constitucional, o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em março de 2017, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 90 horas e 33 minutos, maior que o de fevereiro, 89 horas e 33 minutos. Em Campo Grande o tempo médio trabalhado ultrapassou a média nacional chegando a 92 horas e 2 minutos.