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Fiscalização do Imasul não constatou passivos ambientais na Fazenda Boca da Onça
Segundo os técnicos do Imasul, a diminuição das chuvas na região seria o motivo da diminuição de água na cachoeira
Após a notícia que a queda d'agua mais alta do Estado, conhecida como Boca da Onça, localizada em Bodoquena/MS, estaria secando, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), fez uma vistoria de fiscalização na fazenda onde a cachoeira está localizada.
A vistoria resultou num documento técnico com o detalhamento do trabalho feito na propriedade e não encontrou indício de agressão ao meio ambiente, segundo o relatório. “Não foram identificados passivos ambientais provenientes da atividade turística desenvolvida no local”.
Segundo os técnicos do Imasul, a diminuição das chuvas na região, teria feito com que o volume de água no rio Miranda diminuísse e pode ter contribuído com a redução das águas do córrego Boca da Onça. Dados da Gerência de Recursos Hídricos do Imasul coletados na Estação Estrada MT 738 mostram que no segundo semestre de 2015 choveu 817 milímetros na região, enquanto que no segundo semestre de 2016 foram registrados 498 milímetros. Ou seja, pouco mais da metade.
Em consequência, o volume de água do rio Miranda reduziu. Em janeiro de 2016 a régua localizada nessa estação marcou um nível de 5,17 metros de água. Em janeiro deste ano o nível caiu para 1,69 metro, portanto um terço do volume verificado no ano passado.
“Pode estar aí o motivo da deficiência hídrica da cachoeira. O Imasul está atento e vai continuar monitorando e fiscalizando os imóveis que possuem cursos d’água contribuintes para a formação da cachoeira através do Cadastro Ambiental Rural (CAR) ”, assegurou o diretor presidente do Imasul, Ricardo Eboli.