O limite entre a empresa privada e a empresa  pública foram questionados na quarta fase operação Lama Asfáltica, batizada de “Máquinas de Lama”. Entre os apontamentos estava a de que a empresa Águas Guariroba, concessionária do serviço de água e esgoto de Campo Grande teria patrocinado a compra de livros do advogado André Puccinelli Junior.

De acordo com as investigações da Polícia Federal e da CGU (Controladoria Geral da União) a compra de livros jurídicos seria uma estratégia para pagamento de propina. No entanto, segundo o advogado constitucionalista André Luiz Borges Neto a empresa, por ser privada, tem autonomia para comprar os livros e distribuí-los conforme melhor convir.

“Quanto a esse aspecto, "a acusação é frágil e fácil de ser contestada; trata-se de empresa privada, que pode patrocinar qualquer um; nada impede a conduta por ela adotada”, explica o especialista.

Ele ainda ressalta que o autor, tem reconhecimento no meio jurídico. “Ademais, o advogado que teve os livros comprados é reconhecidamente um jurista que dá orgulho à terra, autor de obra jurídica bastante conceituada, além de ser mestre e doutor em Direito por conceituada universidade paulista", elogia.  

A aquisição das obras do filho do ex-governador foi o que teria motivado a condução coercitiva dele até a sede da Polícia Federal, o que teria causado questionamentos da defesa. Segundo a PF os livros teriam sido adquiridos por R$ 300 mil.