Após a OAB Nacional decidir por 25 votos a favor e um contra de que seria protocolizado o pedido de impeachment do presidente Michel Temer, o deputado federal Carlos Marun (PMDB) criticou duramente a entidade.

“Ao negar prazo para o exercício  da defesa do presidente Michel Temer, a OAB nacional escreveu uma página indigna da sua história.  O direito de defesa é sagrado para o advogado e ao exigir que atuássemos imediatamente após a apresentação do relatório acusador, sem tempo sequer para que se realizasse a sua leitura, o Conselho Federal desconsiderou isto e transformou a entidade em um tribunal de exceção”, reclamou ainda durante a madrugada.

Segundo ele, a questão é não deixar o presidente sequer se defender. “Não discutimos o mérito e a acusação venceu sem que se estabelecesse o contraditório. O próprio STF suspendeu o inquérito diante dos claros indícios de manipulação do referido áudio, que serve como única prova neste esdrúxulo pedido de impeachment”, continuou. Para o parlamentar, ao entender como verdade absoluta a palavra da PGR, a entidade ‘”aceitou a posição de edícula do MP. Triste, mas é verdade”, lamentou.

“A OAB que é contra as Reformas da Previdência e Trabalhista  decidiu pedir o impeachment do Presidente. A entidade decidiu se transformar na locomotiva do trem do atraso”, finalizou o parlamentar que faz às vezes de líder do governo e é um dos principais nomes na linha de frente de defesa do PMDB.

Na noite deste sábado, após uma reunião que se estendeu por quase oito horas, a OAB decidiu que também vai pedir o impeachment do presidente Michel Temer. A reunião foi realizada de maneira extraordinária e o encontro que começou no início da tarde de sábado se estendeu até a madrugada de domingo.

De acordo com as informações, a maioria dos conselheiros federais da entidade considerou que as condutas do presidente, reveladas pelo empresário Joesley Barbosa, do grupo J&F, podem configurar crime de responsabilidade. Foram 25 votos a favor do pedido de impeachment, um contrário e uma abstenção.

A OAB-MS está entre os que votaram a favor.?