A Campanha de Vacinação contra a Gripe encerrou na tarde desta sexta-feira (9), com 196.337 pessoas foram imunizadas. A vacinação foi liberada para a população em geral na última segunda-feira conforme a determinação do Ministério da Saúde (MS) e receberam as doses, 49.545 indivíduos não inclusos no grupo de risco.

Segundo o Boletim de Vacinação divulgado pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica (CVE) com dados até o dia 07 de junho, 146.792 (74,24%) pessoas foram vacinadas e integram a população prioritária recomendada pelo MS, que era 197.737. Destes, os idosos com mais de 60 anos é a população que mais se vacinou, atingindo a marca de 68.068 (85%), seguido pelas puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), 1.174, o que representa 67,05% da meta.

As crianças de 6 meses a menores de 5 anos contabiliza 35.732 (64,79%). Já as gestantes somam 5.304 (49,79%) e os profissionais de saúde, 13.569 (58,71%). Neste ano, o Ministério da Saúde (MS) inseriu os professores no grupo de risco e eles somaram 6.579 doses aplicadas. Os indígenas contabilizam 1.068 pessoas enquanto que os portadores de doenças crônicas, 12.738 (58,99%). A população privada de liberdade contabiliza 2.120 (49,75%) doses aplicadas e os e funcionários do sistema prisional, 598 (52,64%).

A Campanha de Vacinação teve início em 17 de abril e se estendeu por quase dois meses nas 66 unidades básicas de saúde (UBS) e de saúde da família (UBSF) de segunda a sexta-feira, incluindo os Centros Regionais de Saúde (CRS) que realizaram plantões de vacinação aos fins de semana.

Segundo a coordenadora da CVE, Mariah Barros, o órgão federal liberou a vacinação para a toda a população, pois a baixa adesão do grupo prioritário dificultava atingir a meta. “O Ministério da Saúde determinou a liberação da vacina para que o grupo elegível sensibiliza-se e procurasse os postos para receber a dose para aproximar da meta estabelecida. Porém, mesmo com a abertura, essa população não aderiu e aqueles que não integravam o grupo prioritário, se imunizaram”, disse ela. A coordenadora reforça ainda que “não haverá o envio de doses extras para continuar atendendo a população”.

Em todas as unidades há uma reserva técnica de doses para ser administrada nas crianças que tomaram a vacina pela primeira vez este ano. Os pais ou responsáveis foram informados quando devem retornar aos postos e precisam ficar atentos para não deixar a data passar para não comprometer a eficácia da imunização.