Em sessão de julgamento realizada nesta quinta-feira (6), o conselho de sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital condenou os acusados Ax.G.R.; A.G.R.; G. de O. A.; R. F. A. e C. F. A. pelo assassinato do policial civil Dirceu Rodrigues dos Santos. O julgamento dos cinco réus durou cerca de 12 horas, começando às 8 da manha, terminando depois das 20 horas.

O acusado Ax. G. R. foi condenado a 24 anos de prisão e três meses de detenção por homicídio doloso qualificado, lesão corporal leve, corrupção de menores e furto. “A malvadez do delito foi elevadíssima. Disparou friamente contra a cabeça da vítima. Disparo a curta distância. Pelo que deve sopesar em seu desfavor”, disse o juiz Carlos Alberto Garcete, durante a leitura da sentença. 

Seu irmão, A. G. R., foi condenado a nove anos de reclusão, três meses de detenção e 10 dias-multa, pelos crimes de lesão corporal seguida de morte, lesão corporal de natureza leve, furto e corrupção de menores. 

C. F. A., foi condenado a dois anos de reclusão, um ano de detenção e 20 dias-multa, por posse irregular de arma de fogo e receptação. O irmão dele, R. F. A., foi condenado a um ano de reclusão, um ano de detenção e 20 dias-multa. Já G. de O. A., acusado de receptação de duas armas, ocultação de arma e resistência à prisão, foi absolvido de todas as acusações.

O caso - Consta na peça acusatória que no dia 22 de abril de 2014, por volta das 22 horas, na Rua dos Topógrafos, bairro Jardim Campo Nobre, as vítimas, investigadores de polícia, apuravam o delito de roubo de uma corrente de ouro, sem trajar uniforme que os identificassem como policiais, e abordaram o denunciado Ax.G.R., que teria confirmado possuir referido objeto e que este estava na residência de sua avó.

Porém, no momento em que o policial O. F. estava com o objeto em mãos, foi empurrado por Ax.G.R., enquanto A.G.R. o atacou, deixando-o desacordado. Em seguida,  A.G.R. atirou contra o policial Dirceu que, mesmo ferido, conseguiu correr. 

A.G.R. corrompeu um adolescente para que esse conduzisse o veículo das vítimas, para o fim de saírem em busca de Dirceu. Quando o encontraram, A.G.R. teria efetuado dois disparos contra a cabeça da vítima, matando-a.