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Estudos sobre Aquífero Guarani vão dizer quanta água ainda pode ser retirada
O geólogo Roberto Eduardo Kirchhem, está realizando estudo de datação das águas profundas do Aquífero Guarani e, para isso, está coletando amostras de água de poços profundos da Sanesul.
Para a pesquisa ele está usando os poços que captam água do Aquífero, nos municípios de Aparecida do Taboado, Paranaíba, Inocência, Sidrolândia, Maracaju, Dourados, Douradina, Ponta Porã, Itaporã, Amambai e Rio Brilhante.
O objetivo do estudo é estimar a idade da água. Segundo o geólogo, a água do Aquífero em Mato Grosso do Sul tem no mínimo 150 mil anos. “A partir destas informações, conseguimos fazer a gestão do Aquífero como um todo”, completou.
“Já estudamos o modelo de fluxo da água do Aquífero e agora estamos querendo corroborar as linhas de fluxo para conseguir entender a dinâmica do corpo aquífero e aí partir, em uma segunda etapa, com cálculos matemáticos, fazendo o balanço de entrada e saída, conseguir saber quanta água tem e quanto pode tirar, o que é uma informação preciosa para os órgãos gestores e companhias de saneamento”, explicou Roberto, que está fazendo os estudos acompanhado da também geóloga Márcia Regina Stradioto.
De acordo com Roberto, é pouco provável que a água do Aquífero seque, tendo em vista o grande volume, mas o que pode acontecer, não em Mato Grosso do Sul, é o rebaixamento dos níveis e a baixa pressão da água nestes pontos.
A coleta das amostras de água nos poços da Sanesul termina nas próximas semanas, e o resultado final da pesquisa será publicado em 2019.
Aquífero Guarani
O Aquífero Guarani é um imenso aquífero que abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, Brasil, ocupando 1 200 000 km². É capaz de abastecer a população brasileira durante 2 500 anos, segundo o site Wikipédia. A maior parte (70% ou 840 000 km²) da área ocupada pelo aquífero está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil, sendo que Mato Grosso do Sul concentra a maior parte, 213 700 km², seguido por Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina, noroeste do Uruguai e sudeste do Paraguai.