Com uma população estimada em 863,982 pessoas, segundo o IBGE, Campo Grande tem em sua essência o que leva no nome, ‘Campo’ de cidade do interior, homem do campo, calmaria, aliado ao ‘Grande’, de Cidade Grande, que cresce, tem oportunidades e cada ano recebe pessoas de todos os cantos do Brasil e do exterior.

Esse contraste, veremos através de relatos de pessoas que vieram para a Capital do Mato Grosso do Sul, com objetivos diferentes e acharam, aqui, um lugar para viver.

O futuro dos filhos, foi o que levou a técnica em enfermagem, Veralúcia da Silva Lemes, a deixar a cidade natal, Cáceres/MT, para morar em Campo Grande. “A cidade onde morávamos era pequena e precisávamos colocar nossos filhos no Colégio Militar e a cidade mais próxima era aqui”, afirmou Veralúcia, que junto com o esposo, que é militar, e os dois filhos, vieram para a Capital em 2009.

“Consegui o que queria. Gosto muito de morar em Campo Grande”, ressalta após oito anos. “A cidade tem boa estrutura e gosto dos parques”, afirmou ao dizer o quanto é feliz morando em Campo Grande.

Com um dos filhos formado, um cursando direito e o esposo sargento do Exército, Veralúcia não cogita voltar para a cidade natal. “Não está em meus planos”, ressaltou.  

A cidade grande não é o principal quesito para quem quer morar em Campo Grande, é o que aconteceu com a estudante de Odontologia, Fernanda Pereira Moraes, de 23 anos, que deixou Santos no estado de São Paulo para estudar na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
 
                                                                                  (Veralúcia com seu esposo e os dois filhos)                                     
"Eu sempre achei São Paulo, uma cidade muito corrida e queria morar em um lugar mais calmo", relatou sobre escolher Campo Grande. A estudante disse ainda que ficou entre o Rio de Janeiro e Campo Grande. "O Rio também é uma cidade muito tumultuada e violenta", lembrou.
                                                       

 Fernanda conta que estranhou muito quando chegou à  cidade. “Quando cheguei, demorei pra me acostumar. Aqui  não tem quase nada em todos os sentidos”, afirmou  comparando Santos com Campo Grande.

 “São cidades muito diferentes, aqui é muito pequeno e só  tem três shoppings. La em São Paulo tem mais de 40, isso  pra mim foi muito estranho! Mas enfim, acho que foi a  melhor coisa que fiz”, ressaltou ao lembrar que tudo aqui é  mais calmo.

 “Eu acho incrível ver araras voando pela cidade, isso pra  mim é uma coisa que me marcou muito quando vim pra  cá”, finalizou.

 Campo Grande recebe muita gente do interior, isso é  comum nas capitais, assim foi com Allison Soares,  23 anos, que morava em Sidrolândia. Allison, hoje, está  terminando o curso de Arquitetura e Urbanismo e  relembrou os momentos que passou quando começou a  faculdade em 2014.

“Quando comecei minha faculdade, vinha de ônibus todos os dias para Campo Grande”, relembrou. O estudante relatou que trabalhava o dia inteiro e não tinha tempo para fazer nada em Sidrolândia. “Acordava cedo, saia 17h horas do serviço. Era o tempo de ir pra casa me arrumar, pegar o ônibus e vir”, recordou.

A rotina cansativa fez Allison tomar a decisão de se mudar de vez para a Capital. “Tudo ficou melhor e morar em Campo Grande é muito bom”, ressaltou. “O que acho estranho é a distância, tudo é longe, lá eu ia a pé pra todo lugar”, brincou.

(Allison e sua colega de profissão em aquecimento para a arte circernse)

Desde 2015 na Capital, Allison encontrou na cidade, o que considera sua paixão. Aqui entrou em uma escola de  Poli Dance que pra ele é uma realização.

Allison é instrutor de artes circenses, pole fitness, cubo acrobático e sonha alto. O jovem pretende se especializar nas duas profissões em outro estado logo quando se formar, mas disse que levará de Campo Grande, a lembrança de uma cidade que o acolheu e deu as oportunidades que precisava para seguir, rumo à realização de um sonho.