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Defesa quer HC para Ary Rigo
Advogado diz que intuito de prisão foi “chamar a atenção da mídia”
O advogado de defesa do ex-deputado estadual Ary Rio, 71 anos, Carlos Marques entrou com pedido de Habeas Corpus . Ele pede que o ex-deputado seja solto imediatamente e destaca que, além de desnecessária, a prisão temporária foi decretada “apenas com o intuito de chamar a atenção da mídia”.
No pedido o advogado destaca que a liberdade não foi requerida antes porque Ary queria colaborar com a investigações e depor. “O requerente optou por não pedir sua liberdade ou impetrar ordem de habeas corpus, de imediato, embora considerasse a prisão absurda e completamente ilegal, porque queria ser ouvido nos autos do PIC, esclarecendo de vez os fatos que o incluíram no pedido de prisão temporária, evitando, assim, certamente, uma futura denúncia penal, já que estaria colaborando de forma efetiva com as investigações”, disse.
Porém, Ary teria sido informado nesta quinta-feira (30) que seu depoimento só acontecerá amanhã. O ex-deputado então decidiu prestar seu depoimento por escrito para o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), mas teria deixado claro que estaria a disposição para outros depoimentos.
A defesa salienta que o ex-deputado está com diversos problemas de saúde devido a idade e a privação da sua liberdade está o impedindo, entre outras coisas, de comparecer em sua consultas médicas, já que no fim do ano terá que passar por uma cirurgia no coração, e de cuidar de seu filho, que possui problemas mentais e depende de seus cuidados.
Além disso, a defesa alega que nada foi encontrado nos objetos de Ary Rigo que pudesse sugerir alguma ligação com os investigados. Sobre a suspeita de sociedade com os donos da empresa DiGHITO o advogado explica que Ary Rigo “é fazendeiro e possui negócios pecuários com Jonas Schimidt, sócio da empresa em questão”.
Já sobre o imóvel onde foi o escritório do ex-deputado e hoje funciona a DiGHITO, Carlos Marques conta que na época que era utilizada por Ary o local era alugado e ao ser reeleito Deputado Estadual ele optou em buscar um lugar menor. Depois de desocupar o prédio, o ex-deputado teria tomado conhecimento ele foi vendido por seu antigo proprietário para a DIGHITO.