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Escola reformada por presos gera economia de quase R$ 5 mi aos cofres públicos
A quadra coberta da Escola Estadual Alice Nunes Zampiere, na Vila Almeida, em Campo Grande, ficou lotada de alunos e autoridades para a solenidade de entrega da reforma da escola. A obra foi a oitava contemplada pelo programa "Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade", proposta que utiliza a mão de obra prisional e o dinheiro dos presos para reformar escolas públicas.
No total, foram 2.383 m² de área revitalizada, beneficiando mais de 1.000 alunos, além de professores e funcionários. A reforma começou nas férias escolares de julho e estendeu-se até a primeira quinzena de agosto.
Foram gastos R$ 310 mil com materiais, e pouco mais de R$ 51 mil com mão de obra paga pelo Estado, gerando uma economia estimada em R$ 832 mil – lembrando que o total economizado não inclui o custo com material para a obra, pois este foi totalmente custeado pelos presos. Nessa escola trabalharam 25 detentos do regime semiaberto do Instituto Penal da Gameleira, cumprindo fielmente o projeto de reforma elaborado pela Secretaria Estadual de Educação.
O programa “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade” foi idealizado pelo juiz Albino Coimbra Neto e é apoiado pelo presidente do Tribunal de Justiça, Des. Divoncir Schreiner Maran, pois é uma ação que desenvolve um trabalho de ressocialização do preso, colabora com os cofres públicos do governo estadual e leva conforto e boas instalações para as escolas.
A próxima escola a ser beneficiada será a Escola Estadual Aracy Eudociak, que fica no bairro Tijuca II. As obras devem começar no dia 15 de novembro, com previsão de entrega em fevereiro de 2018.