Com objetivo de capacitar os adolescentes que cumprem medida socioeducativa e inseri-los no mercado de trabalho, a Superintendência de Assistência Socioeducativa (SAS) firmou uma parceria com Poder Judiciário e a Empresa Noroeste Distribuidora de Auto Peças. A Unidade Educacional de Semiliberdade Tuiuiú em Campo Grande, que conta atualmente com nove adolescentes é a primeira que está sendo atendida.

A empresa do ramo de distribuição de autopeças com sede em São José do Rio Preto (SP) e com três filiais em Mato Grosso do Sul se interessou pelo programa socioeducativo e ofertou duas vagas para o cargo de office boy. 

Segundo o gerente de vendas da Empresa Noroeste Distribuidora de Auto Peças, Fábio Rodrigues de Oliveira, a empresa sempre procurou desenvolver ações voltadas para a responsabilidade social, com atuação responsável e ética em todas as frentes, e com os adolescentes em cumprimento à Medida Socioeducativa não foi diferente.

Para o superintende de Assistência Socioeducativa, Celso Almeida de Oliveira, a inserção do adolescente em cumprimento à medida socioeducativa no mercado de trabalho contribui significativamente com a ressocialização.

 “Neste primeiro momento dois adolescentes foram encaminhados, mas queremos fazer a inclusão de todos. Assim como a Empresa Noroeste privilegiou o setor socioeducativo eu tenho certeza que outras empresas irão se sensibilizar socialmente com o nosso programa de inclusão laboral”, pontuou o diretor Unidade Educacional de Semiliberdade Masculina Tuiuiú, Arilson Dávila Conceição.

Segundo o juiz da Vara da Infância e Juventude de Campo Grande, Mauro Nering Karloh, no regime de semiliberdade, a escolarização e a profissionalização do adolescente são obrigatórias, conforme previsão legal disposta no artigo 120 do Estatuto da Criança e do Adolescente, por isso, a utilização dos recursos disponíveis na comunidade, como programas de inserção do jovem ao mercado de trabalho, contribui para o alcance da finalidade socioeducativa. 

Para J.M. de 17 anos, que foi o primeiro adolescente a passar por treinamento e ser contratado pela empresa, tudo aconteceu muito rápido. “Eu estava cumprindo a Medida Socioeducativa há quatro meses e estudando. Depois passei a cumprir a Medida Socioeducativa, a estudar e a trabalhar. E hoje, trabalho, estudo e fui beneficiado com a minha liberdade. Tenho carteira assinada e salário no fim do mês. Estou feliz, pois conto com amigos verdadeiros aqui no meu local de trabalho”, comemorou o adolescente.

O jovem B.H., 17 anos, que desde o mês de maio deste ano está em cumprimento a Medida Socioeducativa de semiliberdade, a oportunidade veio em boa hora. “Precisava ganhar dinheiro e eu trabalhando tenho como comprar as minhas coisas e ainda ajudar a minha família. Não posso perder esta oportunidade. Ainda quero fazer uma faculdade”.

As empresas interessadas em aderir o projeto de ressocialização SAS podem entrar em contato por meio do telefone (67) 3346-9388.