Durante o lançamento do Exporta/MS (Plano Estadual de Cultura Exportadora), em parceria com o MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), realizado nesta quinta-feira (14/12) no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), o superintendente do IEL, José Fernando do Amaral, que coordena o CIN (Centro Internacional de Negócios), destacou a importância do fomento à exportação, principalmente em momentos de crise. 

“É uma honra para o IEL e para o CIN recepcionarmos um evento dessa importância, que é convergente com os propósitos do CIN, que é fomentar as exportações do Mato Grosso do Sul. O PNCE (Plano Nacional da Cultura Exportadora) é de extrema relevância para alavancar as exportações, que são uma alternativa para as empresas em momento de crise. É uma ação que com certeza irá refletir diretamente nas ações do CIN, trazendo novos negócios e desenvolvendo a indústria do Estado”, declarou.

Já a gerente do CIN, Nathália Alves, ressaltou a integração entre as instituições para o fomento do comércio exterior do Estado. “Mato Grosso do Sul ainda tem uma cultura exportadora muito baixa, principalmente entre as pequenas e médias empresas. Organizar uma trilha para exportação, como propõe o PNCE, para que não haja sombreamento de ações só traz vantagens para a indústria, que tem agora mais uma ferramenta para conseguir novos mercados para o seu produto”, afirmou.

O coordenador-Geral de Programas de Apoio à Exportação do MDIC, Victor Maselli, explicou que o PNCE já existia, mas foi reformulado recentemente para chegar a todos os Estados de uma forma uniforme, atingindo os empresários. “Então a parceria com a Fiems é de grande relevância por conta do contato direto que a federação já tem com os empresários. Acreditamos que a criação dos comitês traz muitos benefícios, porque une todas as instituições que atuam no comércio exterior para que juntas elas consigam traçar estratégias de exportação”, comentou. 

Na avaliação do secretário adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Ricardo Senna, o momento para o lançamento do PNCE no Estado não podia ser melhor. “Ontem tivemos o anúncio do aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos, que em tese deve desvalorizar o real perante o dólar. Mas isso é positivo para as exportações, porque torna o produto brasileiro mais barato. Estamos no melhor momento para estimular o setor produtivo a buscar o mercado externo”, salientou.

Ele ainda destacou que a busca por novos mercados ainda irá aumentar a industrialização do Estado. “Nós estamos aproveitando a presença do MDIC para lançar o Exporta MS que é um plano de adesão ao PNCE. De um tempo para cá, MS passou a ser um Estado exportador e os desafios na exportação são muito grandes, porque costumamos exportar produtos como commodities, grãos, derivados da cana de açúcar, celulose e o grande desafio é aumentar o volume desses produtos, buscar novos mercados e diversificar nossa pauta exportadora com produtos industrializados, fomentando a industrialização”, completou.

Repercussão

Para o empresário Reidemar Vieira, da Mundiagro, o evento foi importante para levar conhecimento aos empresários e aumentar a cultura exportadora de Mato Grosso do Sul.  “Minha empresa trabalha com exportação de produtos do agronegócio para vários países. Acho que essa é uma iniciativa fundamental, porque ainda não existe essa cultura de exportação aqui. Para se ter uma ideia, preciso exportar uma carga grande de grãos para o Irã e vou ter de comprar do Paraguai, porque não consegui aqui no Mato Grosso do Sul”, disse.

O empresário Luclécio Festa, da Ecomáquinas, comentou que já exporta para 10 países e acredita que o lançamento do PNCE dá mais um fôlego para os empresários que atuam no comércio exterior. “Quem exporta às vezes se vê muito sozinho nadando sozinho na correnteza. Eventos como esse nos ajudam a abrir portar lá fora. Tudo isso vem para fortalecer, para ajudar e para animar os empresários que já trabalham com exportação, mas também para despertar o interesse daqueles que ainda não exportam”, salientou.

Na avaliação da empresária Vânia Ramos, da Papel Higiênico Pantanal, o evento é importante para disseminar o conhecimento a mais empresários sobre a importância de buscar outros mercados além do Brasil. “A minha empresa está caminhando para começar a exportar e em janeiro devemos começar. Ainda estamos na captação de novos mercados, mas acreditamos a exportação é uma saída para esses momentos de crise”, ressaltou.

O empresário Marco Antônio Cucco, da Sigo Homeopatia Animal, reforçou a necessidade da exportação para gerar mais renda. “Já estamos em negociação com o Paraguai e temos planos para vender nosso produto em outros países da América do Sul, América Central e até na África e na Europa. Esse aparelhamento entre as instituições que trabalham com comércio exterior num comitê com certeza irá nos ajudar ainda mais”, finalizou. 
Meirelles informou que, na próxima semana, pretende reunir-se com representantes das agências de classificação de risco para explicar o adiamento da votação da reforma da Previdência. Segundo ele, uma derrota neste momento teria custos maiores do que uma mudança na data de votação para tentar articular a aprovação.

“A preocupação das agências é que, não votando agora [a reforma da Previdência], não se vota mais. De fato, seria uma preocupação, mas vamos esclarecer que não. Existe uma possibilidade concreta de votação em fevereiro. Fizemos hoje uma avaliação concreta disso. Essa será uma informação importante para as agências”, destacou o ministro.