Casa da Mulher Brasileira, localizada no jardim Imá de Campo Grande completa três anos de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no sábado (3). O local conta com diversos serviços para combater todas as formas de violência contra a mulher. 

Durante um evento realizado nesta quinta-feira (1) a coordenadora geral da casa, Tai Loschi, disse que nesses três anos foram realizados 34.631 atendimentos na recepção e, deste total, 179.877 resultaram em encaminhamentos judiciais.

Dados da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher apontam que houve aumento de 124% nos registros de boletins de ocorrência, levando em conta os casos de três anos antes da chegada da Casa da Mulher Brasileira, e dos últimos três depois da sua inauguração.

Entre os crimes mais comuns registrados estão às ocorrências que inclui difamação, injúria e ameaças. Fazendo um balanço total dos crimes desde o começo dos trabalhos do local, tiveram cerca 6.195 registros no ano de 2015. Em 2016 ocorreram, 7.237 e 7.326 em 2017.

Três anos de atividades

Inaugurado no ano de 2015, o espaço instalou a 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, conhecida como Vara das Medidas Protetivas nos primeiros meses de existência. 

O local foi projetado especialmente para atender as pessoas que necessitam de ajuda  e conta com uma delegacia da mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, posto médico, brinquedoteca, salas para atendimento psicossocial e de qualificação profissional, alojamento para as mulheres que estão de passagem, além da 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital.

A Vara de Medidas Protetivas já concedeu 10.884 medidas protetivas a mulheres vítimas de violência e decretou 423 prisões preventivas a agressores desde o inicio dos trabalhos. Atualmente são 2.535 processos em andamento, 1.201 execuções penais em andamento e 70 réus monitorados com tornozeleira eletrônica.