A Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande alerta que as ações individuais de cada cidadão dentro da sua residência e quintal são as ferramentas mais eficazes da comunidade na luta contra o mosquito transmissor da dengue, zika e  chikungunya.

Ao ser procurada pela nossa reportagem para esclarecer a ausência do serviço de fumacê nos bairros de Campo Grande, a Sesau informou que o cronograma nos bairros é elaborado diariamente de acordo com as notificações de casos da doença. “As viaturas só não percorrem os bairros quando há chuva, ventos acima de 6km/h ou calor intenso - condições que impedem que as partículas do inseticida atinjam as fêmeas do Aedes - ou quando há problemas de ordem técnica com o inseticida fornecido pelo Ministério da Saúde”, acrescentou.

A secretaria ainda informou que desde o último dia 15, o produto usado tem apresentado viscosidade acima do tolerado, mesmo estando dentro do prazo de validade. “Essa condição já foi reportada ao Ministério da Saúde para que a reposição seja efetuada o mais breve possível para que o serviço não seja prejudicado ou suspenso”, respondeu.

Em contrapartida, agentes de combate de endemias, os comunitários de saúde e os de saúde pública têm intensificado as visitas domiciliares para orientação do morador quanto aos cuidados necessários e da importância da eliminação dos criadouros do Aedes.

Mesmo com o trabalho intensivo dos agentes, a Sesau reforça a importância do trabalho individual. “Se cada morador separar um tempo na semana para vistorias na residência e eliminar todo recipiente que possa acumular água, desde um simples copo descartável, até mesmo um balde/barril com água, ele estará contribuindo para a diminuição dos focos do mosquito Aedes aegypti,” finalizou.