A contrução de uma ponte rodoviária entre o Brasil e o Paraguai Porto Murtinho, cidade de fronteira de Mato Grosso do Sul, foi aprovada na última terça-feira (17), pelo Senado. 

A obra deverá ser custeada em partes iguais pelos governos das duas nações, mas representa o principal comprometimento do Brasil para a viabilidade do Corredor Bioceânico, conforme ato internacional firmado em 2016 no Parlamento do Mercosul.

O Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, destaca a importância do projeto.

“O Governo estabelece o corredor bioceânico como uma prioridade e ele tem se consolidado. Sabemos que além da logística, do fator econômico quanto ao escoamento da produção via Pacífico, temos que olhar a questão turística. Por isso, o Governo do Estado coloca esse projeto como estratégico do ponto de vista do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, disse o secretário.

Corredor Bioceânico

O Corredor Bioceânico vai reduzir em oito mil quilômetros a rota na exportação de produtores de Mato Grosso do Sul e de outros estados do Centro-Oeste para a Ásia, quando comparado com o escoamento realizado pelos portos do Sudeste e do Sul do Brasil. O ganho de tempo no transporte das exportações, cerca de seis dias a menos, implica ganho de competitividade.

A ponte de concreto sobre o rio Paraguai terá 500 metros de cumprimento para ligar o Estado a Argentina e ao Chile. Ela será edificada em uma área situada seis quilômetros acima do porto de Murtinho, em frente de Carmelo Peralta. Optou-se por um local de menor extensão do canal do rio para reduzir custos. O valor da obra foi estimado em R$ 270 milhões.