Geral
Será realizada ações emergenciais para suavizar o problema do Rio Prata
Também serão feitas delineadas medidas de médio prazo para resolver definitivamente a situação
Nesta segunda-feira (19), o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, reuniu-se com diretores e técnicos de órgãos estaduais para definir ações emergenciais capazes de suavizar o problema que provocou o carreamento de sedimentos para os rios da região de Jardim e Bonito. Também foram delineadas medidas de médio prazo para resolver definitivamente a situação.
A Polícia Militar Ambiental (PMA) fiscalizou o local específico que pode ter provocado o problema no rio da Prata e será encaminhando um relatório para o secretário que vai embasar as medidas a serem adotadas. Enquanto isso, técnicos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) fazem um levantamento minucioso com imagens de satélite das propriedades lindeiras aos rios da Prata, Formoso e Formosinho, identificando os pontos críticos para fazer a notificação aos proprietários a fim de que executem as medidas necessárias.
Na reunião foi criado um Comitê de Emergência envolvendo a Semagro e os órgãos vinculados Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS) e Imasul; a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a PMA, Empresa de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul (Sanesul); as prefeituras de Jardim e Bonito; o Comitê Gestor da Bacia do rio Miranda (Cidema); o trade turístico local; podendo contar ainda com a participação de associações ou sindicatos de produtores, empresários, organizações não governamentais.
Esse organismo vai gerenciar as ações emergenciais. A primeira delas, segundo adiantou Verruck, será a correção dos pontos críticos, sobretudo no rio da Prata. Enquanto isso, a Agesul também vai dar manutenção nas estradas da região com finalidade idêntica: impedir que a enxurrada desça em velocidade, arrastando sedimentos para os rios.
“Nossa preocupação é porque estamos em pleno período de chuvas e os rios são os maiores atrativos de Bonito, Jardim e Bodoquena. Turistas do mundo todo vêm pra cá atraídos por imagens de águas cristalinas com peixes nadando. E aí acontece um caso desses e os rios estão com água suja. Não é bom para o turismo, não é bom para a economia desses municípios. Portanto é um problema que requer o empenho e envolvimento de todos – Estado, prefeitura, produtores e trade turístico – para que possamos sanar rapidamente e evitar que se repita”, disse Jaime Verruck.