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Contas de luz ficarão mais caras em julho após reajuste de 6,9% em MS
Aumento vem após decisão de reajuste da Aneel
As contas de energia elétrica sofrerão a partir do dia 1° de julho, o impacto do reajuste de 6,9%, aprovado em abril pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de acordo com o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (EMS).
O Concen é composto de representantes das principais classes de consumo de MS, ingressou com um recurso contra o índice de reajuste, porém ainda não foi levado em conta na decisão da Aneel.
O Concen pontua em seu recurso quanto aos componentes que chegaram aos 6,9%, mas o principal deles é quanto ao risco hidrológico, que, sozinho, representa 40% deste cálculo. Isso porque, conforme admitido pela própria Aneel, tal risco foi sobrecalculado, sem considerar as chuvas abundantes que mantiveram os reservatórios de hidrelétricas cheios neste início de ano e também a queda de demanda em função da pandemia do Coronavíus.
“Solicita-se, portanto, que a Aneel atenha-se ao estabelecido no que está regulado e leve em conta dados atualizados para o cálculo de Risco Hidrológico retificando os cálculos e reduzindo o valor desse efeito nos Componentes Financeiros do processo atual de 3,03% para 0,92%, reduzindo o reajuste tarifário de 6,90% para 4,76%”, consta do recurso do Concen.
Embora só chegue aos consumidores a partir de 1° de julho, a distribuidora não fica sem arrecadar neste período, em que vai fazer o diferimento da parcela da Conta de Desenvolvimento Energético. O montante é de R$ 42 milhões e será recomposto nos seis meses subsequentes com aplicação da taxa Selic. O efeito financeiro será sentido pelo consumidor na RTA de 2021.
Nota da Energisa
A Energisa informa que o processo de reajuste tarifário anual é regulado pela Aneel e previsto no contrato de concessão da empresa. Depois de postergado por 90 dias, a pedido da concessionária em virtude da pandemia, a aplicação do aumento na tarifa entra em vigor a partir de 1º de julho, conforme aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Os consumidores terão um reajuste médio de 6,90% e a maior parcela se deu por conta dos custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos.
*Matéria atualizada as 10h24 do dia 29.6.2020 para acréscimo de informações