Os incêndios que já ultrapassam os 3,5 mil em Corumbá e chegam a quase 6 mil no Pantanal,  segue devastado a maior área alagada do planeta. A tragédia ambiental é uma das maiores das últimas três décadas. 

Segundo reportagem do Diário Corumbaense, alguns focos estão próximos à área urbana da cidade e também localizadas na Serra do Amolar, considerada uma das mais belas do bioma pantaneiro.  

“Ontem conseguimos remover brigadistas que estavam atrás da Serra do Amolar, onde os focos foram controlados. Agora, eles estão na Serra Negra, comunidade da Amolar, onde o fogo está do outro lado. Ali, vamos manter um esquema de controle, para que os focos não sigam em direção às reservas. Porém, de uma forma em geral, na região do Paiaguás, sentido para baixo, há vários focos de queimadas e a situação é quase incontrolável”, disse ao Diário Corumbaense, Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro à reportagem local.

Ainda segundo Rabello, a situação enfrentada jamais foi vista na região. “É uma situação inédita, mais de 3 mil focos de fogo, desde fevereiro. Sem precedentes na história, para todos nós está sendo uma curva de aprendizado para se preparar para situações que possam vir no futuro, lembrando ainda que temos um semestre inteiro pela frente”, afirmou.

Conforme levantamento do Ibama, a área queimada estimada do início do ano até agora é de aproximadamente 1,250 milhão de hectares em todo o Bioma Pantanal. 

As equipes do Ibama/Prevfogo estão priorizando os incêndios que ocorrem na região da Serra do Amolar e da Estrada Parque. Na Serra do Amolar há duas frentes de combate, entre brigadistas e moradores da região. O deslocamento até a região foi realizado com o apoio de helicóptero do Exército Brasileiro. Estão sendo utilizados equipamentos e ferramentas manuais, bem como motobombas com mangueiras para lançamento de água nas chamas.