As novas restrições para barrar o aumento de casos de coronavírus em Campo Grande está causando preocupação em trabalhadores do ramo de eventos na cidade. Desde as primeiras horas desta segunda-feira (7), um grupo de trabalhadores do ramo estão na prefeitura, e foram recebidos no gabinete do prefeito Marquinhos Trad.

Para o empresário Thiago Batistote, dono de três buffets, as medidas são “injustas”. “Deixa bares, restaurantes, pubs funcionando e a gente que trabalha com buffet tem um publico diferente, pessoas da família, próximos. Não é aquele fluxo de gente como existe em restaurantes e bares. Estamos seguindo todas as regras de biossegurança. Não somos festas clandestinas, trabalhamos certo”, disse.

Thiago explica que o toque de recolher às 22 horas ainda permite que eles trabalhem aos finais de semana, com a capacidade de 40% também conseguimos. A principal reivindicação é que seja revogada a proibição dos eventos, como foi decretado no Diário Oficial da última sexta-feira.

A decisão atinge também alguns segmentos que dependem do funcionamento dos buffets para trabalhar. É o caso de Carla Alencar, que aluga vestidos de noiva. “A gente acaba sendo prejudicada também. Se não tem casamento, não tem locação de vestido”, conta. Ressaltando que o custo para se adaptar as regras de biossegurança foi alto, a empresária reforça o pedido para que a prefeitura libere as empresas que seguem rigorosamente as medidas sanitárias impostas.