O veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Antônio Fermiano faleceu aos 98 anos, na manhã desta terça-feira (6), de causas naturais, não associada a Covid-19.

O Sr Antônio Fermiano viveu os seus últimos anos em Campo Grande , juntamente à sua família, sendo um dos cinco últimos veteranos
da FEB, ainda vivos, remanescentes no estado do Mato Grosso do Sul.

O Sr Antônio Fermiano deixa, além da viúva, oito filhos, oito netos e três bisnetos. O corpo será velado nesta terça-feira, a partir das 14:30 às 16:30 horas, no Cemitério Jardim das
Palmeiras (Av. Tamandaré, nº 6934), com sepultamento previsto para as 16:30 horas, com as merecidas e justas homenagens e, conforme as normas sanitárias vigentes em relação à pandemia da Covid.
 

História 

Antônio nasceu em 1922 em Botucatu, São Paulo, ingressando mais tarde nas fileiras do Exército, no 18º Batalhão de Caçadores (18º BC), em Campo Grande, onde ficou por oito meses. Com o início da 2ª Guerra Mundial, passou a integrar a Força Expedicionária Brasileira (FEB), como Soldado do Depósito de Pessoal e, posteriormente, do 1º Regimento de Infantaria (1º RI) – Regimento Sampaio.

Embarcou para a Itália em 1944, tendo, durante a Campanha da Itália, participado da conquista de Monte Castello em fevereiro de 1945, e da tomada de Montese, ocasião em que foi ferido em combate, e chegou a ser condecorado com a Medalha Sangue do Brasil, para onde voltou ainda em 45.

Após a guerra, ingressou na Polícia Militar do Estado de São, tendo passado
para a Reserva Remunerada na década de 1970, como 1º Tenente do Quadro
Especial de Oficiais da Polícia Militar (QEOPM).
Durante a carreira, recebeu diversos elogios, por sua dedicada e corajosa atuação, sempre demonstrando grande espírito de sacrifício, amor ao próximo e à profissão. Até hoje, havia sido o bombeiro mais idoso da
corporação.

Era considerado “Ex-combatente” da Segunda Guerra Mundial, conforme prevêem o artigo 1º da Lei 5.315, de 12 de setembro de 1967, e o
artigo 53 ADCT da Constituição Federal / 1988.

"A irreparável perda de hoje é mais uma dura e inesperada “baixa”
na nossa História e na ANVFEB / MS.
Segundo ele mesmo dizia: “tenho muito orgulho de ter servido ao
Brasil, durante a guerra. Os maiores legados do nosso sacrifício foram a
Liberdade e a Igualdade!”, escreveu a ANVFEB.

Com a triste perda de hoje, restam apenas quatro remanescentes vivos, sendo apenas um em
Campo Grande dos mil pracinha que saíram de Mato Grosso do Sul para ir para a Itália com a FEB.