Geral
Celebrar a ciência é celebrar a vida
É pela ciência que se descobre todos os dias novos tratamentos e estudo de vacinas
Hoje, 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, a data foi sancionada em 2001 e homenageia o dia da criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1948.
Em meio à pandemia de Covid-19, o termo ciência ganhou força, ainda que muito negligenciem e neguem a sua verdadeira importância. É pela ciência que diariamente e novas descobertas são feitas, tanto sobre o vírus quanto para novos tratamentos, exames de prevenção e uma serie de cuidados. É por meio dela, também, que atualmente, já se existe uma série de vacinas e um programa de imunização ao redor do mundo para controlar a pandemia.
Em entrevista ao Estadão, a infectologista da Santa Casa de Belo Horizonte, Cláudia Murta, comenta a respeito do impacto e essencialidade da ciência no atual contexto, bem como em todos os outros âmbitos da saúde. “Na área da medicina, as pesquisas avançam muito em várias doenças. E isso é extremamente importante, porque as pessoas, cada vez mais, têm possibilidade de fazer novos exames, diagnósticos mais precoces e serem tratadas com medicamentos mais novos, que têm menos efeitos colaterais e resultados melhores para controle ou cura de suas doenças”. Comenta Cláudia, uma das responsáveis pela condução dos protocolos e estudos clínicos preliminares da vacina produzida pela Janssen em BH.
Conforme a especialista, em meio à pandemia, medicamentos começaram a ser pesquisados para o tratamento da Covid-19, remédios que possam reduzir não só a multiplicação do vírus, como também combater o processo inflamatório, que é o que causa o agravamento do quadro. “Esses estudos precisam ser feitos de forma bastante criteriosa e científica, já que a grande maioria dos pacientes com COVID-19 felizmente se recuperam. Portanto, esses trabalhos precisam mostrar que esse medicamento aumenta a chance de recuperação.”
Ao mesmo tempo, segundo Cláudia Murta, um grande ganho foi a produção de vacinas em tão pouco tempo, por pesquisadores de todo o mundo, e tudo, conforme ela, graças à ciência e, também, a população que acredita e investe em ciência.
Isso porque, de acordo com a infectologista, a população é coparticipante das descobertas, uma vez que acredita e se apresenta como voluntária para testes, acompanhamentos e até mesmo coleta de amostras de sangue a serem enviadas para outros países. Uma vitória da ciência em conjunto com a população e que deve “andar de mãos dadas” com a medicina.
Ainda, nas palavras de Cláudia Murta, a pesquisa clínica em medicina “só é possível graças ao grande desenvolvimento de pesquisadores no Brasil e no mundo, bem como graças a grande participação de voluntários de pesquisa, de pessoas que se oferecem para participar, no caso da COVID-19, de protocolos de pesquisa de vacina”. Uma parceria que dá certo e busca resultados positivos para a população.