A onde de furtos de fios de energia elétrica em boa parte de Mato Grosso do Sul se transformou em apelo por parte do Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS. Na segunda-feira (20), a presidente Rosimeire Costa, esteve com o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Adriano Garcia Geraldo e a delegada-geral adjunta,Rozeman Geise Rodrigues de Paula, protocolando carta pedindo atenção ao assunto. 

De acordo com o documento, o pedido é para combater as ações criminosas desse tipo.  No caso do furto de fios da rede de energia, além  dos graves riscos de acidente, o prejuízo também recai sobre o consumidor nos reajustes tarifários anuais (RTAs), computado como “perdas não técnicas”.

Os furtos vêm sendo registrados por câmeras de segurança de moradores vizinhos de obras e também de residências desocupadas, que estão para locação, por exemplo. Também têm como alvo o poder público, com furtos de tampas de bueiros,  de fios usados em semáforos, além de lixeiras e outros itens de metal.

O Concen ressalta que o valor de mercado dos metais, em especial do cobre, é um chamariz para envolvidos nos crimes, por isso é preciso atuar junto aos receptadores e identificar toda a cadeia envolvida no crime até a ponta, ou seja, quem absorve o material produto de fruto.

Além do furto de fios, o consumidor também arca com as perdas geradas pelo furto de energia elétrica, que para o processo de RTA de 2021 somou R$ 48,9 milhões, sem contar incidência de impostos. O volume de energia furtada na área de concessão da Energisa de Mato Grosso do Sul seria suficiente para abastecer 107 mil residências por um ano, ou uma cidade como Corumbá por um mês.