Após execuções na fronteira do Brasil com Paraguai, o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo (PSDB), disse na manhã deste domingo (10) que não acredita que a morte do vereador Farid Afif (DEM), na sexta-feira (08), tenha alguma relação com o crime o organizado ou questões políticas.

O vereador era líder do prefeito na Câmara Municipal e estava visitando serviços feitos pela prefeitura pouco antes de ser executado.

Em entrevista ao g1, o prefeito classificou a execução como “um caso isolado". "Acredito que não tenha relação nenhuma com o Paraguai, nem com o crime organizado, nem questão política. Ele era uma pessoa tranquila, pai de família, três filhos, focado no trabalho, bem posicionado. Estava no segundo mandato, estamos com um volume muito grande de obras e ele vinha acompanhando”, disse Peluffo.

Com relação às investigações do crime, o prefeito afirma que pediu reforços a Secretaria Estadual de Segurança Pública para garantir agilidade na apuração. A Delegacia Especializada em Homicídios (DEH) de Campo Grande assumiu as investigações do caso, mas ainda não se manifestou.

Na manhã deste domingo (10), uma grande movimentação de policiais se posicionou principalmente na região da linha internacional, para evitar fuga de suspeitos para o Paraguai. Neste domingo estão sendo realizadas eleições municipais no país vizinho, o que aumenta a tensão na região

As polícias brasileira e paraguaia investigam ainda se há relação entre a execução do vereador e a de quatro pessoas ocorridas na manhã  sábado (9), em Pedro Juan Caballero. No carro que saia de uma casa noturna estava: Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos. Filha do governador de Amambay, Ronald Acevedo; Omar Vicente Álvarez Grance, de 29 anos. Conhecido como "Bebeto"; Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos. Estudante de medicina, natural de Dourados (MS); Rhannye Jamilly Borges de Oliveira, também estudante de medicina de 18 anos, natural de Cáceres (MT)