Com mais um reajuste da Petrobras no preço da gasolina e do diesel que já vigoram nesta terça-feira (26), postos de combustíveis e consumidores de Campo Grande já sentiram o segundo aumento do mês.

No último dia 9, a gasolina já havia subido 7,2%. Com a nova alta, o preço médio de venda da gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). 

Relatos de motoristas apontam que ontem a gasolina ainda estava no valor de R$ 6,09 o litro, mas hoje, alguns postos já vendem pelo valor corrigido com o aumento de até R$ 0,30 centavos.

Em um posto de gasolina na avenida Mato Grosso, a professora aposentada Maria Lúcia contou que os aumentos sucessivos nos preços pegam o consumidor de surpresa. “Antes eles pelo menos falavam com bastante antecedência  quando ia aumentar e a gente já vinha preparada”.

De acordo com Maria Lúcia o preço maior pode ser ainda mais penoso para quem abastece levando em conta que é fim do mês.  “Está todo mundo duro, ai não tem aumento de salário, e não é só a gasolina, porque aumenta também o gás e outros produtos”, ela também  ressalta que gosta de abastecer em um posto confiável. “Não vou em outros lugares porque tive outros experiências, pois não é em todo lugar que a gasolina é confiável, as vezes você enche o tanque e em dois dias a gasolina já está na reserva, então prefiro colocar onde o preço é até mais alto, porém rende mais”, completou a aposentada.

De acordo com o frentista, Edimar Alves, ontem a gasolina comum estava sendo vendida a R$ 6,19 o litro na unidade, já hoje está por R$ 6,39. “O povo não reclama, eles abastecem porque tem que andar, e quando mais reclama mais abastece”, segundo ele mesmo com o aumento, os consumidores não deixam de encher o tanque.

A explicação para o aumentos dos preços dos combustíveis está em vários fatores, mas, principalmente, no valor do petróleo e no câmbio.

O dólar e a cotação do petróleo vêm tendo mais influência sobre os preços de combustíveis no Brasil desde 2016, quando a Petrobras passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que se orienta pelas flutuações do mercado internacional.

Segundo a Petrobras, o alinhamento de preços ao mercado internacional "se mostra especialmente relevante no momento que vivenciamos, com a demanda atípica recebida pela Petrobras para o mês de novembro de 2021".