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"Só quero que acabe esse pesadelo", diz jovem humilhado no Carrefour
Pedro Henrique revela que teve crise de pânico e segue afastado do trabalho por atestado médico
O jovem Pedro Henrique, que aparece em um vídeo que viralizou recentemente, ao ser humilhado por uma gerente do Carrefour, falou ao JD1 Notícias sobre o ocorrido na tarde desta sexta-feira (29), e o advogado Christyan de Aragão, que representa o jovem, explicou quais são os próximos passos a ser tomados em relação ao caso, já que a empresa teria desligado a gerente suspeita de humilhar Pedro, identificada apenas como Francisca, mas a informação não é certa. O que se sabe é que ela saiu do grupo do trabalho em um aplicativo de mensagens.
No dia do ocorrido, uma empresa terceirizada deveria fazer a limpeza, mas não foi possível, e a então gerente teria dito a Pedro que limpasse o chão com um produto, de forma grosseira, dizendo: "Tem esse produto aqui, dá teu jeito". O jovem a atendeu, tendo, inclusive, ficado com lesões nas mãos, por causa do produto, que corroeu uma camada de pele e as unhas e, mesmo assim, foi submetido à humilhação pública.

Na terça-feira, Pedro teve uma crise de pânico e não conseguiu retornar ao serviço, sendo socorrido pelo sogro e levado até a Cassems para atendimento. "Queria dormir, queria que isso fosse um pesadelo e passasse, estou muito exposto, minha família", diz o rapaz, que está afastado do trabalho por atestado médico.
Com relação à Vakinha, Pedro Henrique quer usar o valor arrecadado para contruir a casa própria e, com a repercussão do caso na internet, o jovem vem recebendo apoio de várias pessoas de todo o país, inclusive com acompanhamento psicológico de voluntários.
A empresa entrou em contato com Pedro, passando o número de uma assistente social, para que ele possa ter acompanhamento psicológico, mas sem posicionamento ou pedido de desculpas pelo que aconteceu, o que para o rapaz, ajudaria, já que o respeito é uma via de mão dupla "Há três dias atrás eu recebi uma foto e ainda tem resíduo de cola no chão. Não era prioridade".
O advogado estuda o caso para saber quais providências podem ser tomadas, mas o Carrefour deve ser responsabilizado, porque o que agrava o caso do jovem é que não foi a primeira vez que ele passou por uma situação como essa, pois, pouco tempo antes dos fatos, havia retornado ao serviço de um afastamento pelo INSS, por doença do trabalho.
Além disso, outras situações também ocorriam no ambiente de trabalho, com outros colegas fazendo pressão, cobrando ações que não eram concernentes às atribuições do cargo, já que Pedro trabalhava com vendas, mas era cobrado pela limpeza, e também era exigido para o cumprimento de metas de vendas e, nas reuniões, era obrigado a ouvir palavras de baixo calão. Com isso, a própria empresa percebeu o abalo emocional e o encaminhou para o afastamento.