Uma carta aberta assinada por mais de 180 jornalistas da Folha de São Paulo nesta quarta-feira (18) demonstra a desaprovação da equipa sobre a maneira em como o racismo vem sendo abordado pelo veículo de comunicação.

De acordo com a carta, em mais de uma ocasião a Folha publicou artigos de opinião ou colunas que negam ou relativizam o caráter estrutural do racismo dentro da sociedade brasileira.

O episódio que motivou a carta foi à publicação do texto “Racismo de negros contra brancos ganha força com identitarismo“ do antropólogo Antonio Risério, o que levantou uma onda de criticas contra a Folha nas redes sociais pela publicação do texto que insinua a existência de um racismo reverso na sociedade brasileira.

Na carta, os jornalistas que assinaram a carta demonstraram o seu descontentamento, admitindo que o padrão que a Folha vem seguindo é nocivo, e pedem uma reflexão e uma reavaliação sobre a forma como o racismo tem sido abordado na Folha.

“Acreditamos que esse padrão seja nocivo. O racismo é um fato concreto da realidade brasileira, e a Folha contribui para a sua manutenção ao dar espaço e credibilidade a discursos que minimizam sua importância. Dessa forma, vai na contramão de esforços importantes para enfrentar o racismo institucional dentro do próprio jornal, como o programa de treinamento exclusivo para negros.”

Leia a integra da carta: