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Idoso intubado morre após outro paciente desligar seu respirador
Governo do Distrito Federal foi condenado pela morte do paciente
O Governo do Distrito Federal foi condenado pela morte Arlindo Gomes de Araújo, de 90 anos, que estava internado no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e teve seu aparelho respiratório desligado por outro paciente.
A causa da morte na certidão de óbito foi apontada como “insuficiência respiratória aguda” com suspeita de Covid. No entanto, o advogado da família, Renato Araújo, aponta que o idoso não tinha suspeita de Covid. “O paciente estava com quadro de dificuldades respiratórias, mas não tinha suspeita de Covid”, explicou.
“Por ser questão respiratória, ele precisava ficar ligado aos aparelhos. Quando tirava o oxigênio, ele piorava”, completou.
Quando o corpo do idoso estava no Instituto Médico-Legal (IML), a família descobriu que a Polícia Civil do DF (PCDF) instaurou uma investigação para apurar se os aparelhos de respiração do idoso haviam sido desligados por outro paciente.
O idoso acusado havia “constatado que os pacientes não necessitariam mais do respirador mecânico, em virtude de estarem bem”. Ele demandava atenção especial e também acabou falecendo.
Ao saberem da investigação, a família de Arlindo acionou a Justiça, que condenou o GDF em primeira instância a pagar indenização de R$ 40 mil à família da vítima.
“Trata-se de um dos casos mais graves envolvendo erro médico, omissão do estado e a pandemia da Covid-19. O Distrito Federal foi condenado em primeira instância e aguarda-se a decisão do TJDFT, compreendendo que, pela gravidade dos fatos, a condenação deve ser mantida e majorada”, disse o advogado da família.