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Ministro da Justiça diz que buscas por Bruno Pereira e Dom Phillips continuam
Embaixada do Brasil admitiu erro e pede desculpas à família de Dom Phillips pela informação que os corpos haviam sido encontrados
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, disse nesta terça-feira (14) que a área onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Philips desapareceram é uma região complicada, mas afirmou que as buscas pelos dois continuam.
“As buscas continuam. Como eu me comprometi. Estive com a ministra do Reino Unido nos Estados Unidos e me comprometi que tudo que estiver ao alcance do governo brasileiro será feito, e que nós não esgotaremos os trabalhos antes de esgotar todas as possibilidades de busca naquela região”, disse o ministro.
Ele também confirmou que irá participar na quarta-feira (15), às 15h, da sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre a morte de Genivaldo de Jesus Santos, que morreu asfixiado dentro de uma viatura durante uma abordagem no dia 25 de junho por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-101, em Umbaúba, no Sergipe.
Erro de comunicação
A Embaixada do Brasil no Reino Unido enviou nesta terça-feira um pedido de desculpas à família do jornalista britânico Dom Phillips, que está desaparecido na Amazônia, por ter informado erroneamente a localização do corpo do jornalista e do indigenista Bruno Pereira.
A confusão se deu após um representante da embaixada ligar nesta segunda-feira (13) para o cunhado e a irmã de Phillips no Reino Unido para dizer que os corpos tinham sido achados amarrados a uma árvore, informação que a mulher do jornalista, Alessandra Sampaio, divulgou em seguida.
No entanto, a Polícia Federal e a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que denunciou o desaparecimento dos dois, disseram que a informação não pode ser confirmada, e que os corpos não foram encontrados.