Após suspensão da Lei que estabelece o Piso Salarial de Enfermagem, enfermeiros irão se unir nesta sexta-feira, 9 de setembro, por todo o Brasil em protesto contra a decisão. Em Mato Grosso do Sul, na Capital, os profissionais da área da saúde devem se concentrar na Praça do Rádio Clube, às 11h. Vestidos de branco, e com balões pretos nas mãos, os enfermeiros buscam pelo veto da suspensão de 60 dias do novo piso.

O movimento unificado, que acontecerá em vários Estados, no mesmo horário, tem como objetivo ampliar a voz da Enfermagem nacionalmente.

“Foram anos de luta, e conseguimos a implantação da Lei 14.434/2022 através de aprovação do Projeto de Lei 2564/20 no Senado e na Câmara Federal, sancionado pelo presidente da república. Além disso, foi aprovada pelos parlamentares a Emenda Constitucional que inseriu o Piso Salarial na Constituição Federal. Essa atitude do STF, de forma monocrática pelo Ministro Luís Barroso, causou forte indignação na categoria que irá protestar fortemente nesta sexta-feira”, declara o presidente do SIEMS, enfermeiro Lázaro Santana.

Os organizadores do evento são as entidades da classe: SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul),  CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde), FEESAÚDE (Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul), SISEM (Sindicato dos Servidores de Campo Grande) e  SINTSS (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social do Mato Grosso do Sul). As entidades afirmam que não haverá paralisação dos atendimentos, apenas o manifesto público como repúdio.

Protesto no Desfile Cívico

Durante o desfile cívico do dia 7 de setembro, um grupo de 70 profissionais da enfermagem organizou um manifesto no local, com uma encenação de enfermeiros presos e um "caixão" simbolizando a morte da enfermagem. Com jalecos, cadeira de roda, algemas, faixas e gritos de “Barroso a culpa é sua, a enfermagem está na rua”, protestam contra a decisão atual.

Manifestações pacíficas aconteceram em diversas cidades de Mato Grosso do Sul. Além de Campo Grande, as cidades de Nova Andradina, Dourados, Jardim e Coxim também tiveram seus profissionais nas ruas.

 

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