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Cerca de 50 milhões de pessoas estão em situação de escravidão moderna
Dados são de um relatório feito pela ONU
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com a ONG Walk Free Foundation, informou nesta segunda-feira (12), por meio de um relatório, que cerca de 50 milhões de pessoas estavam em situação de escravidão moderna, estando presas em casamentos e empregos forçados.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais 10 milhões de pessoas estavam em situação de escravidão moderna em comparação com as estimativas mundiais de 2016, com 27,6 milhões de pessoas submetidas a trabalhos forçados e 22 milhões de pessoas casadas contra sua vontade.
O relatório ainda aponta que, das 22 milhões de pessoas em casamentos forçados, mais de dois terços são mulheres, e quase quatro a cada cinco são vítimas de exploração sexual comercial.
Após a publicação do relatório, o diretor da OIT, Guy Ryder, lançou um comunicado onde afirmou estar espantado com os números da publicação. "É chocante que a situação da escravidão moderna não esteja melhorando. Nada pode justificar a persistência deste abuso fundamental dos direitos humanos", disse. "Os sindicatos, as organizações empresariais, a sociedade civil e os cidadãos têm um papel fundamental a desempenhar", finalizou.