Após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspender o julgamento que analisava dois processos de vínculo empregatício entre a plataforma Uber do Brasil Tecnologia Ltda. e seus motoristas, vários pontos favoráveis e contrários à decisão começaram a surgir.

O reconhecimento de ser um funcionário da empresa atrai alguns dos motoristas, como o caso do Luciano Rosa da Silva, de 46 anos, que está no aplicativo há 4 anos. "Ser reconhecido como funcionário seria uma boa opção, mas a gente ia ficar à mercê da Uber, pode ser algo positivo ou não", explicou ao JD1 Notícias. 

Já Allyson Carvilhe, de 30 anos, que está rodando pela plataforma há 1 ano, prefere que um vínculo entre o motorista e a Uber não exista, e explica que, apesar dos motoristas pagarem altas taxas de impostos em manutenção de carro e combustível, além de parte do valor retirados pela empresa a cada corrida, um vínculo não iria melhorar a situação da categoria.

"Um reajuste de valores já seria o suficiente, pois não temos horário e trabalhamos de acordo com metas, ou seja, uma vez que sejamos funcionários da empresa, teremos que cumprir horários, metas e várias outras obrigações, e acredito que a empresa não se disponibilizará a ajudar com os custos de manutenção do nosso carro", explanou.

"Caso tenhamos um vínculo empregatício com ela, teremos mais obrigações e mais despesas", completou.

Vínculo empregatício

O julgamento das ações pelo TST foi paralisado na última quinta-feira (6) após um pedido de vista, sem uma data prevista para a ação ser retomada ou finalizada.

Até o momento, os únicos a votarem foi a relatora do caso, a ministra Maria Cristina Peduzzi, que votou contra a caracterização de vínculo empregatício, e o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, que propôs a análise dos processos pelo Pleno do TST.

O ministro Cláudio Brandão foi o terceiro a votar, e pediu vista no julgamento.

 

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