A Saraiva informou nesta quarta-feira (4), por meio de fato relevante divulgado ao mercado, que protocolou um pedido de autofalência na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo.

Em recuperação judicial desde 2018, a empresa centenária já chegou a mais de 100 lojas espalhadas pelo país, porém no mês passado, fechou suas últimas 5 lojas físicas no país, incluindo a localizada no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande.

No documento protocolado na capital paulista, a empresa argumenta que o pedido de autofalência é feito "por conta da boa-fé, que sempre pautou as condutas da Saraiva, e, ainda, da publicidade e eficiência de fazê-lo nos autos em que os seus credores já estão reunidos, por meio da convolação de sua recuperação judicial em falência".

"Certamente não é o desfecho que se pretendia para esta recuperação judicial, muito menos para as sociedades empresárias envolvidas, que, fundadas há mais de um século, são uma referência no mercado editorial. Mas é o que precisa ser feito", disse a empresa.

Quando entrou em recuperação judicial, a Saraiva tinha dívidas que somavam R$ 675 milhões a 1,1 mil credores. No segundo trimestre deste ano, a empresa registrou um prejuízo operacional que somou R$ 11 milhões, número 16% maior do que o registrado em 2022.

Além disso, a receita das lojas físicas havia caído 60,2%, e com um faturamento de apenas R$ 128 mil no site entre abril e junho.

Com isso, a empresa argumentou que não conseguiria se recuperar judicialmente.