Nesta quinta-feira (05), durante a 59ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande, o presidente do Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul, Wilton Melo Acosta, utilizou a Tribuna, para falar sobre a importância das ações de valorização à vida, ressaltando o Dia do Nascituro e a Semana da Vida. 

Na ocasião, também esteve presente o arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, que afirmou que, está havendo uma “militância exagerada do Judiciário, que cada vez mais, impõe leis. “Pedimos para que essa Câmara manifeste sua solidariedade ao Congresso, reivindicando a ele o poder de legislar, e não deixar isso por conta de um grupo de ministros que não foram eleitos pelo povo”, disse o líder da igreja católica.

Após a fala, alguns vereadores utilizaram a palavra para debaterem a descriminalização do aborto no Brasil, pauta que vem sendo discutida nos últimos dias no STF – (Supremo Tribunal Federal). Parlamentares como Dr. Loester, Tiago Vargas e Dr. Victor Rocha se manifestaram contra a afirmação da ministra. Em seu discurso, o vereador Dr. Loester afirmou que, é ginecologista e obstetra há mais de 40 anos, e ressaltou que, existe vida desde as primeiras semanas. “Em ultrassonografias de 4, 5 semanas, nós já conseguimos ver o embrião, e ali já vemos a vida acontecendo, e nós vamos lutar para que o aborto não se normalize”, disse.

Já o vereador Tiago Vargas afirmou que realizou uma moção de repúdio contra a ministra Rosa Weber. “Um bebê com 12 semanas já é possível ver todo o seu formato e é impossível dizer que não há vida. Além disso, é um absurdo que um aborto possa ser feito em um bebê de 12 semanas de maneira completamente legalizada”, ressaltou.

O vereador e também médico, Dr. Victor Rocha compartilhou da mesma opinião, ao dizer que é a favor da vida. “Aborto não é método de contracepção, e a partir do momento em que uma mulher está gestante, ali não existe mais apenas o direito da mãe, também existe o direito da vida de um bebê que vai trazer muita alegria para as famílias”.

A discussão sobre a descriminalização do aborto foi provocada no STF pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), autor da ação, e chegou a ser objeto de audiência pública em 2018 convocada pela ministra Rosa Weber. O objetivo era debater o tema com especialistas e representantes de entidades governamentais e da sociedade civil. 

No dia 22 de setembro, a ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela descriminalização da interrupção voluntária da gravidez (aborto), nas primeiras 12 semanas de gestação