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Reconhecimento de paternidade cresce 172% em cinco anos e bate recorde em MS
Quase 2 mil crianças ainda foram registradas sem o nome do pai em 2026
O número de reconhecimentos voluntários de paternidade em Mato Grosso do Sul cresceu cerca de 172% nos últimos cinco anos, passando de 214 registros em 2021 para 584 somente até 28 de julho de 2026. O volume deste ano já é o maior da série histórica recente e supera os 568 reconhecimentos registrados durante todo o ano passado.
Os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). O levantamento mostra um crescimento contínuo: foram 273 reconhecimentos em 2022, 340 em 2023, 397 em 2024 e 568 em 2025. Entre 2021 e julho de 2026, 2.376 pessoas passaram a ter a paternidade oficialmente reconhecida nos Cartórios de Registro Civil de Mato Grosso do Sul.
Apesar do aumento, o número de crianças registradas somente com o nome da mãe permanece elevado. Foram 3.115 em 2021, 3.157 em 2022, 3.164 em 2023, 3.045 em 2024 e 3.216 no ano passado. Até 28 de julho de 2026, outros 1.913 registros foram feitos sem a identificação do pai.
O reconhecimento garante, além da inclusão do nome paterno na certidão, direitos como pensão alimentícia, herança e benefícios previdenciários.
Neste ano, o procedimento ganhou uma alternativa digital. Uma plataforma dos Cartórios de Registro Civil permite iniciar pela internet o pedido de reconhecimento voluntário. Desde a implantação, mais de mil procedimentos já foram abertos pelo sistema.
“O avanço no reconhecimento voluntário de paternidade em Mato Grosso do Sul mostra que cada vez mais pais estão buscando garantir aos seus filhos o direito à identidade completa e à segurança jurídica”, afirma o vice-presidente da Arpen/MS, Lucas Zamperlini.
O reconhecimento é gratuito e pode ser feito em qualquer Cartório de Registro Civil do país, independentemente de onde ocorreu o nascimento. Para menores de 18 anos, é necessária a concordância da mãe. Para maiores, o consentimento é dado pelo próprio filho.